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Pelo percurso pedestre do PR3 – Vereda do Pastor - Arões - Vale de Cambra, o Ondas da Serra foi conhecer as aldeias mais icónicas da encosta sul da Serra da Freita, Covô, Agualva e Lomba. Nesta caminhada ainda passamos por duas povoações já abandonadas de Porqueiras e Berlengas. Este trilho é muito rico em termos arquitetónicos, naturais, fauna e flora, onde podemos apreciar um núcleo composto por 15 canastros ou espigueiros, duas bonitas cascatas, luxuriantes ribeiros e belíssimas paisagens de montanha. Do alto das suas serranias pode-se observar a linha costeira que é coberta ao raiar da aurora e crepúsculo por uma envolvente neblina que é suplantada pela altitude, escondendo as riquezas dos horizontes e fundos dos vales.

A Serra da Freita é dotada de prodígios geológicos, rochas dobradas com milhares de anos, pedras que dão à luz ou são pão para o povo. Lá para os lados do Junqueiro - Arouca, os penedos resolverem tomar forma de boroas para enganar o engenho humano.

Quem sobe para a Serra da Freita em Arouca, está longe de imaginar que no seu planalto irá encontrar tantas maravilhas de Portugal, paisagens, gado de raça caprina e bovina apascentar livremente pelos montes, um rico património natural e geológico e as suas aldeias serranas de Albergaria da Serra, Cabaços, Merujal e Castanheira, onde até as inférteis pedras dão à luz e são chamadas parideiras.

A caminho da aldeia da Castanheira, na Serra da Freita em Arouca, onde as pedras brotam pedras e são conhecidas por parideiras, fica localizado o “Campo de dobras da Castanheira”, um dos geossítios mais interessantes do Arouca Geopark.

A Praia Fluvial de Albergaria da Serra, localizada no planalto da Serra da Freita em Arouca, oferece nos dias quentes de verão uma boa alternativa às águas do litoral. Esta praia está integrada numa área de recreio onde pode descansar nos seus extensos relvados, desfrutar das montanhas em redor, aproveitar as mesas para petiscar os seus grelhados nos assadores disponibilizados. 

Ondas da Serra regressou Arouca para conhecer melhor a Serra da Freita, pelos caminhos do trilho “Viagem à Pré-História”. A Primavera é uma das épocas do ano mais aconselhadas para fazer este percurso, porque a mãe natureza acorda para florir as suas encostas despidas destes montes com urze, carqueja e giestas, pintando-as de tonalidades amarelas e lilás, que enchem o ar com doces odores perfumados.

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