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Realizou-se no dia 26 de abril de 2026, pelas 09h30, na aldeia de Joazim em Cinfães, a 2ª Caminhada da Família, que juntou cerca de 150 pessoas e onde também couberam alguns animais. Este convívio foi organizado pela Associação dos Trabalhadores do Município de Cinfães e Associação de Promoção e Desenvolvimento dos Interesses de Joazim. O percurso passou pelas aldeias, Joazim, Vila de Peso, Contença, Sanguinhedo e o frondoso Parque do Ládario, numa extensão de 9 km. Pelo caminho não faltou música, petiscos, aperitivos e outras bebidas para alegrar os espíritos e retemperar forças. No final, os convivas guardados pela pequena Capela de Nª Srª da Conceição degustaram um caloroso almoço. Durante esta caminhada deambulamos livremente e fomos falando com algumas pessoas e retiramos as nossas impressões que as vamos agora partilhar.
Neste artigo vamos falar sobre a caminhada mais importante da sua vida, o seu próprio percurso na Terra. Através de pequenos passos sólidos vamos explicar-lhe a importância de ter um propósito de vida, saber de onde partir, como chegar e o que levar na jornada. Vamos também procurar ajudar aquelas pessoas que sofrem e se sentem perdidas porque não sabem por onde caminhar e que caminhos trilhar e porque escolhem por vezes os atalhos errados. Nós já fizemos centenas de trilhos e uma das razões foi para demandarmos a sabedoria e a Natureza nos ajudar na nossa busca para nos encontrarmos, sim porque também já andámos perdidos. Agora estamos mais serenos e pensamos que um dos nossos deveres ajudar outras pessoas, o que temos feito com este projeto e de outras formas, pagando ao Universo o que um dia já fez por nós. Vamos então partir à descoberta caminhando.
Na aldeia de Vilarinho de São Luís, localizada no concelho de Oliveira de Azeméis, realizou-se no dia 08 de dezembro de 2024, uma rojoada tradicional, organizada pela Associação Tradições de São Luís. Este evento veio dar alguma alegria a uma terra que em setembro viveu dias de agonia quando se viu sitiada por incêndios com origem criminosa e que deixaram as encostas queimadas e provocaram muito prejuízo. A história desta terra, que agora ostenta o título de Aldeia de Portugal, está ligada a práticas agrícolas de produção de cereais que tem no seu núcleo de espigueiros e casas rurais centenárias as suas memórias ancestrais. Neste artigo vamos também conhecer a história desta associação e as pessoas que confecionaram tudo à moda antiga para este evento, desde os rojões, a broa e o arroz.
A Serra de Montemuro partilha a sua localização pelos concelhos de Arouca, Cinfães, Resende, Castro Daire e Lamego, o primeiro do distrito de Aveiro e os restantes de Viseu. Estas montanhas estão situadas entre as regiões do Douro Litoral e da Beira Alta, estando enclausurada a norte pelo rio Douro, e a sul pelo rio Paiva, onde confina com a cidade de Lamego. A altitude média é de 838 metros, sendo o seu ponto mais alto denominado por Talegre ou Talefe, a 1.382 metros de altitude. Esta serra é conhecida pelo seu granito azulado, relevo agreste e encostas acentuadas. A sua área é habitada até cerca dos 1.100 metros de altitude, encontrando-se as suas aldeias rurais bem preservadas, espalhadas por toda a serra, mas quase sempre perto de cursos de água, como o rio Bestança ou Cabrum que a divide na direção Sul-Norte. A nível histórico a mesma tem vestígios arqueológicos que remontam à pré-história, destacando-se as ruínas das Portas de Montemuro, cujo castro posteriormente terá sido reutilizado pelos romanos. Mais tarde, as suas muralhas foram aproveitadas durante a reconquista por D. Afonso Henriques. Existe uma lenda que diz que alguns dos terrenos circundantes a estas muralhas terão pertencido a Egas Moniz, que criou este monarca. A serra faz parte da Rede Natura 2000, por possuir uma grande riqueza a nível da fauna e flora, onde se destaca o Vale das Bestança. No passado recente ainda se praticava a transumância do gado, embora ainda hoje em algumas aldeias se faça a criação comunitária de gado bovino e caprino.
A Praia Fluvial da Ponte de Soeira fica localizada no concelho de Vinhais, no distrito de Bragança, sendo uma das mais belas e aprazíveis do Parque Natural de Montesinho. A mesma é banhada pelas águas do Rio Tuela, que aqui numa curva do rio faz uma enorme e profunda baía, adequada para nadar, mergulhar e descansar nas suas frondosas sombras. A mesma foi requalificada e ganhou melhores infraestruturas de acesso, casas de banho e ordenamento do espaço. As suas águas são limpas, cristalinas e temperadas no verão para delícia dos seus visitantes. A sua fauna e flora são abundantes, contudo é necessário uma maior fiscalização das autoridades, para evitar os danos que vimos acontecer e o estacionamento caótico que se verifica nos dias de maior afluência. A recolha de lixo na época alta de verão deveria ser feita diariamente para evitar a acumulação dos dejetos que transbordam e caem dos recipientes. No entanto, as pessoas têm também o dever de não deixarem lixo no local, apanharem inertes e os mais novos serem educados para não recolherem pequenos peixes e anfíbios.
