São João do Campo - Campo Gerês | Terra de Canastros e da Geira Romana - Parque Nacional Peneda-Gerês São João do Campo - Campo de Gerês - Terras de Bouro - Braga Ondas da Serra

São João do Campo - Campo Gerês | Terra de Canastros e da Geira Romana - Parque Nacional Peneda-Gerês

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O Ondas da Serra foi conhecer a aldeia de São João do Campo - Campo do Gerês - Terras de Bouro – Braga, situada em pleno Parque Nacional Peneda-Gerês. Neste artigo vamos dar a conhecer esta aldeia, a Albufeira de Vilarinho da Furna, os percursos pedestres da Geira Romana e da Águia do Sarilhão e uma VÍBORA que nos assustou.

Aldeia de São João do Campo - Campo Gerês

Aldeia de São João do Campo - Campo do Gerês - Terras de Bouro – Braga

Antes da pandemia se ter abatido sobre a humanidade o Ondas foi passar uns dias à aldeia de São João do Campo, onde ficamos acampados no Parque da Cerdeira, que tem uma magnífica vista sobre as serras em redor. Esta terra foi construída num planalto e rodeada de soberbas e imponentes montanhas, que lhe conferem uma beleza singela, com as suas casas, ruas, canastros, fontes e lavadouros em austero granito.

Algumas das suas ruas são engalanadas por videiras e os cães dormem em casotas escavadas na encosta rochosa. Demos novamente de caras com o gado da raça barrosã, que para o transito à sua passagem e caminha a lenta velocidade, nem que isso dê cabo dos nervos aos apressados citadinos que por ali vão ver as vistas.

História da Aldeia*

A aldeia do Campo do Gerês, situada na margem esquerda do rio Homem, em plena Serra do Gerês e no extremo NE do concelho de Terras de Bouro, confronta com a não menos antiga paróquia de Covide, com o concelho de Ponte da Barca e com a vizinha Galiza.

Templário ou não, é povoado antigo com certeza porquanto são inúmeros os achados que testemunham uma arcaica, persistente e contínua ocupação humana do seu território, desde tempos pré-históricos até hoje, como evidenciam os túmulos megalíticos, também conhecidos por mamoas da Bouça da Chã, de Funde Vila e da Bouça do Cruzeiro, ou como testemunha o Castro de Calcedónia.

Instalado na vertente sudoeste do relevo da Picota, a uma altitude média de 630m, o lugar do Assento, principal núcleo populacional da freguesia de Campo, ainda exibe alguns excelentes exemplares de arquitetura rural de montanha. Aqui e ali, ainda se descortinam, por entre os arruados estreitos, alguns canastros com as suas cruzes cimeiras, ou algumas varandas com madeiramentos costumeiros, abertas ao logradouro.

A Igreja matriz de Campo do Gerês, que teria sido edificada com materiais remanescentes do templo anterior, apresenta sobre a sóbria fachada, ao centro, um pequeno campanário e nas empenas tem as cruzes floreteadas da via sacra. Dentro, além do altar-mor, tem os colaterais de Nossa Senhora do Rosário, do Coração de Jesus, de Jesus Crucificado e o de Nossa Senhora de Lurdes.

As festas populares em São João do Campo

Como amantes das tradições adoramos os Santos Populares, ocupando o São João o lugar de destaque. Certo ano reservamos uns dias para o festejarmos como é habitual nas Fontainhas do Porto. Contudo o tempo naquele mês de junho aqueceu de tal forma que resolvemos ir acampar para o Gerês.

Foi já no parque de campismo que a senhora do supermercado nos disse para irmos conhecer o arraial na aldeia ali ao lado. Durante a vida há poucos momentos onde o universo se conjuga para tornar o dia memorável. Aquela noite apresentava um céu pontilhado de estrelas e uma brilhante lua cheia, emanando um calor agradável e uma vibração que antecipava a festa rija que se iria viver.

Aquilo é que foi um arraial às antigas, com portugueses e estrangeiros acampados juntos dos canastros, jovens de rastas a curtir, todo mundo a bailar. O popular DJ, punha musica num anexo superior onde se guardavam alfaias agrícolas, fronteiro ao largo (foto de cima) e vinha saltar com as pessoas, bebia um trago e regressava para mudar o tema. Havia da terra, quem dissesse entre dentes que ele não estava em condições de tão digna tarefa, mas lá animado estava e a noite só ganhou com isso.

Tudo era artesanal, o bar construído com madeira e os modos rústicos do povo, como aquele fotógrafo que conhecemos de Leiria que disse que estava ali num misto de trabalho e divertimento, pediu umas águas e levou a seguinte resposta, “Amigo aqui não se serve água, se quiser água vai ali a baixo à fonte”. Efetivamente a fonte era ali perto, mas ele envergonhado acabou por pedir uma cerveja.

A festa durou até altas horas da madrugada, o DJ nunca se cansou, não faltou música, dança, vinho, cerveja, sardinhas, febras e caldo verde, tudo oferecido pela junta local. Nós viemos embora e ainda bailavam alguns resistentes e aqueles que nunca saíram do apoio do balcão e olhavam desconfiados para os forasteiros. Estes se calhar pela bondade da oferta ficariam ali até à eternidade.

Nunca mais esqueceremos esse São João e aproveitamos esta oportunidade para saudar este caloroso povo e fazer votos que possam um dia voltar a bailar.

Os Canastros de São João do Campo

Canastros em São João do Campo - Campo de Gerês - Terras de Bouro - Braga

Os canastros do Minho, ou como também são chamados no Douro Litoral de espigueiros, estão espalhados por esta aldeia em locais favorecidos pelo sol e podem já não saborear o milho, mas conferem a paisagem a eterna saudade dos povos que lhes deram vida e deles receberam o alimento.

A origem histórica dos canastros ou espigueiros

 “Os CANASTROS são construções em pedra com paredes e portas de ripas de madeira, que assentam em quatro, seis ou mais pilares de pedra com ciscos de pedra na parte superior, para impedir o acesso aos roedores, que são ávidos de cereais.

Estes CANASTROS, ou espigueiros, costumam ter uma cruz de pedra e desenhos geométricos com a data em que foram feitos ou restaurados (em geral meados do séc. XVIII). Destinam-se a guardar as espigas de milho, que assim se conservam melhor, e que vai sendo malhado segundo as necessidades do consumo.

Os CANASTROS são comuns a uma grande área do noroeste peninsular e são sobretudo frequentes nas províncias da Galiza, Astúrias, Minho, Douro Litoral, Beira Alta e Beira Litoral.

Defende-se que os CANASTROS possa ter uma origem antiquíssima, supondo-se que remonte à época pré-romana e talvez seja uma derivação das construções lacustres. Como o nome indica, o CANASTROS, nesta região, foi primitivamente uma construção de varas entrelaçadas para os mesmos fins dos CANASTROS actuais.

É possível que a construção em pedra e madeira se fosse estendendo a uma área cada vez maior acompanhando a difusão do milho.” (inscrição de Jorge Dias numa placa junto a um CANASTRO em São João do Campo)

Albufeira da Barragem de Vilarinho da Furna

Vídeo da Albufeira de Vilarinho da Furna

Perto do parque de campismo a Albufeira de Vilarinho da Furna é um local com paisagens de cortar a respiração e à noite para falar com o Cosmos e perguntar se somos dignos de o contemplar.

A construção da albufeira teve como consequência nefasta a submersão da aldeia comunitária de Vilarinho da Furna. Este imenso reservatório de água para esquecer a saudade dos povos pinta em conjunto com as serras em redor, telas com cambiantes coloridas de inigualável beleza e sedução, com as águas a refletir o pensamento dos céus.

História da albufeira*

A albufeira de Vilarinho das Furnas resulta da construção de uma barragem, inaugurada em 1972, com 94m de altura e 400m de extensão de coroamento, que alimentada pelas águas do rio Homem, provocava a inundação de uma área de 346ha. Debaixo das suas águas, e apesar dos protestos dos habitantes, nos finais da ditadura, remanescem os restos da aldeia comunitária de Vilarinho da Furna, que podem ser avistados, quando a companhia elétrica realiza descargas consideráveis de água.

Esta albufeira funciona como reservatório de água a uma cota superior à da albufeira da Caniçada, que em alguns períodos pela ação da força da gravidade, a água é conduzida por uma conduta e aciona uma central elétrica na barragem vizinha; durante outros períodos, quando o consumo da rede elétrica é baixo, a água é bombada, voltando ao reservatório inicial.

As águas límpidas desta albufeira servem também como tela da beleza natural e exuberante das serranias circundantes do Gerês e da Amarela, que vai registando os cambiantes da paisagem ao longo do ano. Desde o reflexo dos picos cobertos com neve no Inverno, aos luxuriantes tons amarelos, rosa e verdes, de matos e carvalhais, sobre o azul intenso do céu.

Atividades Náuticas*

Na albufeira de Vilarinho da Furna são permitidas como atividades de lazer, a pesca e a natação. No caso da pesca deve ser consultado o Regulamento da Concessão de pesca da Albufeira de Vilarinho das Furnas.

Quanto à prática de natação, deve ser tida em consideração, que se trata de um reservatório de margens e fundo irregular, com presença de detritos naturais que podem ocasionar acidentes.

Estrada da barragem*

    O paredão da barragem permite a passagem com precaução de automóveis ligeiros entre as aldeias de Campo do Gerês e de Brufe e na direção de Ponte da Barca ou Lindoso.

A Geira - Via Romana XVIII

A Geira - Via Romana XVIII - Parque Nacional Peneda-Gerês

A Geira romana são os resquícios duma antiga via romana, com as suas calçadas, oficialmente designada de Via Nova, XVII via do itinerário Antonino, foi construída entre os anos 79 e 81 dc, sendo imperador Tito e Dominicano e serviu de principal via de ligação entre Braga e Astorga (Espanha) até ao ano 476 dc. Tem uma extensão de 318 Km, distribuídos por 215 milhas.

No Gerês está concentrado um grande número de marcos miliários de todo o império romano e onde melhor se conservam os vestígios da via.

Esta é a mesma via que passa na Ponte Romana de Manhouce e onde também já fizemos um artigo. Ler artigo: Manhouce terra do canto da natureza e tradições

Historia da Geira Romana**

Com a conquista romana deste território rasgam-se sólidas vias que atravessam as montanhas, riscam-se os primeiros cadastros, a exploração dos recursos mineiros intensifica-se e acentua-se a primeira uniformização politica da região sob o domínio imperial. Todo este território é, a partir do século I d.C. integrado na província romana da Calaecia, com capital em Bracara Augusta (actual Braga). É então que é construída a estrada da Geira,  na serra da Gerês, um troço da via XVIII do Itinerário  de Antonino, ligado Bracara Augusta à Asturica Augusta (actual Astoga). Atravessa a serra do Gerês e penetra em Espanha pela Portela do Homem. O percurso único, o mais monumental complexo arqueológico romano localizado no parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), mantêm os seu 30 Km quase intactos, com as suas pontes, muros, casas e dezenas de marcos milenários a assinalar as várias milhas (integradas no PNPG estão as milhas XXVII a XXXIV), muitos dos quais epigrafados com inscrições datáveis entre o final do século I e o século IV d.C. que perpetuam a memória de governadores e imperadores.

A Via Romana nº 18 do Itinerarivm Antonini ( um roteiro do séc. IV que chegou até nós), popularmente conhecida por “Geira” é uma das estradas militares construída presumivelmente no ultimo terço do séc. I d.C.,  ligando Bracara Avgvsta a Astvrica Avgvsta ( actual Astorga). Num percurso de 215 Milhas.

A justificação da sua construção encontra-se talvez na necessidade de que as legiões sentiram de poderem penetrar mais rapidamente nas montanhas desta região

Marcos Miliários

Os marcos miliários (= mil passos) estavam colocados nas vias romanas com intervalos de cerca de 1480 metros, tendo inscrito o numero das milhas relativamente a essa via, contendo também a distância até ao fórum romano além de outras informações sobre a sua construção.

A distância era medida pelos passos dados pelos exércitos romanos. Em cada mil passos duplos punham uma marca para marcar essa mesma distância.

Já restar pouco desta antiga via e dos marcos que a ladeavam, muitos deles foram sendo destruídos ou mudados de local para a abertura de novas estradas, no Gerês e em particular no percurso que liga a Albufeira de Vilarinho da Furna à Portela do Homem subsiste um grande número delas bem preservadas. Um exemplo disse foi a destruição de cerca de 900 metros da via para a abertura da estrada que faz a ligação à barragem de Vilarinho da Furna. Muitos deles foram destruídos já na época medieval para dar lugar a igrejas ou até utilizados em muros.              

Estes marcos eram usualmente extraídos de afloramentos graníticos perto dos locais onde iriam ser colocados, podendo em algumas pedreiras serem facilmente distinguidas marcas das cunhas de madeira utilizadas para a sua extração. Um exemplo disse é uma antiga pedreira conhecida como Bico da Geira, na freguesia de São João do Campo, onde foram retiradas um conjunto de 21 miliários, dos quais 7 ainda conservam as inscrições.

Quando vir um marco miliário esteja atendo aos pormenores, verifique se ainda conserva traços de pintora ocre, porque os estudos apontam para que fossem pintados regularmente para melhor transmitirem a sua mensagem.

Descrição do percurso pedestres da Geira Romana

Há duas formas de fazer este percurso, pelo mais longo que é o PR9, que tem cerca de 10 quilómetros, sendo classificado como grau médio de dificuldade e que começa na aldeia de Chorense.

No nosso caso fizemos o pequeno de bicicleta e que começa junto do parque de campismo, tendo sido por eles fornecido um mapa com a designação T5. Este percurso circular tem poucos desníveis, sendo classificado como fácil e numa extensão de 5,2 Km. O mesmo ladeia a albufeira de Vilarinho da Furna e há uma parte dele que vai em direção à Portela do Homem e Mata da Albergaria. Uma parte do percurso é por uma estrada de terra batida, cujo acesso é condicionado e os automóveis pagam uma taxa aos vigilantes duma empresa de segurança que ali prestam serviço.

Em alguns marcos ainda é possível distinguir as inscrições, na milha XXXIX, podendo ser observadas duas em bom estado de conservação, tendo uma delas de forma bem visível o nome de “Caius Calpetanus Rantius Quirinalis Valerius Festus”, que foi governador da Hispânia Citerior, entre 79 e 81 dc, bem como dos imperadores Titus pondentes e Dominicianus, correspondentes à data de construção da via.

Em alguns locais é também possível ver a passagem do tempo no desgaste das rodas dos carros de bois na calçada, durante a idade média.  

Download do mapa do percurso pedestres - Geira Romana

Percurso PR5 - “Trilho da Águia do Sarilhão” *

O Trilho da Águia do Sarilhão, localizado na freguesia de Campo do Gerês, possui um património de fortes tradições culturais e etnográficas.

Este trilho pedestre estende-se por terrenos aplanados de um vale alargado, por onde passa o Ribeiro de Rodas, entre o Núcleo Museológico e a margem esquerda da albufeira de Vilarinho da Furna. Percorre os aglomerados rurais deste antigo povoado e descortina, por entre os arruados estreitos, os espigueiros e habitações com as suas cruzes cimeiras e varandas com madeiramentos abertas ao logradouro.

Do legado patrimonial realça-se, com distinção, a estrada romana Via Nova XVIII (Geira), com passagem pelas milhas XXVII, XXVIII e XXIX. Nas proximidades da milha XXIX avultam vestígios indeléveis da trincheira do Campo do Gerês e Casa das Peças que serviu de defesa da raia portuguesa nas invasões hostis.

Inserido numa importante área do Parque Nacional da Peneda-Gerês, este trilho aproxima-se de outros locais de interesse, como a fraga do Sarilhão, a Mata da Albergaria (Reserva da Biosfera) e a extinta aldeia comunitária submersa de Vilarinho da Furna.

Download do mapa do percurso pedestres - Águia do Sarilhão

Descrição do percurso

O percurso circular tem poucos desníveis, sendo classificado como grau médio de dificuldade, e com uma extensão de 9 Km. O mesmo ladeia a albufeira de Vilarinho da Furna e passa também por muitos marcos miliários.

Pontos de interesse do trilho PR5 - “Trilho da Águia do Sarilhão” *

Cruzeiro de Campo do Gerês*

Cruzeiro de Campo do Gerês

O cruzeiro de Campo do Gerês, levantado no cruzamento das estradas para Junceda, Carvalheira, Covide e Campo do Gerês, resulta do aproveitamento de um marco miliário romano do século III, facto curioso, mas ainda assim frequente ao longo das vias romanas.

Igreja Paroquial do Campo de Gerês*

Pequena capela religiosa do Campo de Gerês, segundo a inscrição por cima portal principal, é datada do ano de 1718. Este templo foi reedificado em 1692 com as pedras de um outro que se situava no lugar ermo da Veiga.

Esta capela é também conhecida como Igreja de São João, teve como particularidade quatro altares laterais denominados de Sagrado Coração de Jesus, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora do Rosário e Jesus Crucificado, do qual atualmente só os dois primeiros permanecem.

Ponte dos Eixões*

Ponte dos Eixões - Campo do Gerês

A Ponte de Eixões (1745), situada sobre a Ribeira de Rodas, a dois passos do Núcleo Museológico do Campo do Gerês, possui dois arcos de volta perfeita formados por aduelas estreitas, construídos sobre as bases sólidas de paredões bem aparelhados, alicerçados no leito rochoso e nas margens. A montante e a jusante dois fortes talha-mares protegem e consolidam a estrutura arquitetónica. O tabuleiro da ponte, com um antigo perfil de corcova, de linhas abauladas, largo, com guardas baixas, talvez posteriores à sua construção original, é empedrado com calçada de laje grande, muito degradada por adaptações às necessidades da viação motorizada do século findo.

A víbora cornuda

Víbora cornuda do Gerês

A dada altura do percurso a nossa equipe deu de caras com uma pequena víbora, não somos especialistas, mas pensamos que se tratava duma víbora cornuda, que é uma espécie endémica da Península Ibérica.

*Fonte: turismo.cm-terrasdebouro.pt
**Fonte: serradogeres.com

Leia também: Parque Nacional da Peneda-Gerês - Um salto nas cascatas do Tahiti e Poço Azul

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Ondas da Serra

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