Pág. 1 de 5

A história dos irmãos Oliveira Lopes de Válega que construíram uma escola

Esta é a história de dois irmãos do Cadaval – Válega que no começo do século XX, resolveram combater a expensas próprias o analfabetismo e mandaram erigir uma escola na sua terra que marcou tantos homens e mulheres e que comprova a importância do saber para elevar o ser humano. Naquele tempo não havia ensino obrigatório e universal, existiam poucas escolas, mestres e os alunos andavam desnutridos, mal vestidos e calçados.

Na sessão camarária de 29 de Janeiro de 1908 foi presente um ofício do subinspector escolar José de Castro Sequeira Vidal comunicando que José de Oliveira Lopes e seu irmão Manuel José de Oliveira Lopes, do lugar do Cadaval, da freguesia de Válega, ofereciam-se para custear todas as despesas com a construção dum edifício para as escolas oficiais e habitação dos respetivos professores dessa freguesia, pelo que pedia a cedência gratuita do terreno necessário para aquele construção que, concluída, seria oferecida ao Estado pelos citados beneméritos.” Lamy, A. (1977). Monografia de Ovar - volume 2 (1st ed., p. 376). Ovar [Portugal].

Numa das nossas viagens resolvemos passear de bicicleta por três concelhos, Ovar, Oliveira de Azeméis e Estarreja. Diz a sabedoria popular que por vezes as pessoas não valorizam as riquezas das suas terras. Isto remete para a questão que tantas vezes abordamos, “olhar e não Ver, escutar sem Ouvir”. Vamos ver como uma simples viagem trivial pode transformar-se em algo especial.

Ovar pode orgulhar-se de ter duas das mais bonitas igrejas do mundo, a de Válega já mereceu a nossa atenção e neste artigo vamos falar um pouco da Igreja Matriz de Santa Marinha de Cortegaça, do concelho de Ovar, distrito de Aveiro.

A equipa do Ondas da Serra visitou a bonita Igreja Nossa Senhora do Amparo, em Válega, situada a poucos quilómetros de Ovar. Oficialmente é conhecida como Igreja Matriz de Santa Maria, esta obra imponente define-se pelas suas fachadas e interior em azulejos onde estão retratadas passagens religiosas. A Senhora do Amparo é a padroeira desta vila, no concelho de Ovar, e enche-se de vida todos os anos no dia 15 de agosto. Muitos emigrantes regressam a casa e participam na romaria.

As três pontes de madeira suspiram. As aves prometem. A torre de vigia aguarda. A área circundante da foz do rio Cáster separa o dinamismo urbano do paraíso faunístico e florístico. As debilidades multiplicam-se, apenas mitigadas pela dedicação de Manuel Faneco. A intervenção ficou incompleta.

A relação visceral com Ovar tem consciência da sua existência sempre que Manuel Faneco fala sobre o amor que tem pela cidade. É conhecido por Nené e há mais de 10 anos que defende a conservação da zona verde que envolve a foz do rio Cáster. Defende e luta por ela ao mesmo tempo que se esforça por tornar a comunidade consciente da urgência de agir.

Pág. 1 de 5