Resende | Os encantos de Vale do Cabrum Boi de Raça Arouquesa - Vale de Cabrum - Resende

Resende | Os encantos de Vale do Cabrum Destaque

Classifique este item
(1 Vote)

Ondas da Serra partiu em aventura por terras de Resende onde Deus na luz da criação começou a moldar o paraíso por Vale de Cabrum.

Caminhada no Vale de Cabrum - Resende, com início em Ovadas de Baixo

Este percurso de rota circular, com 8,9 km, começa em Ovadas de Baixo, próximo da ponte e parque fluvial com o mesmo nome. O trilho percorre as encostas do rio Cabrum, que é atravessado por três pontes, passando pelas aldeias de Ovadas, Panchorrinha, Mariares, Granja e Covelinhas. A paisagem é maioritariamente agrícola, recortada por antigo casario desabitado, alguns em ruínas, mas que o tempo teima em não apagar.

Um singelo nevoeiro, quebrado em alguns momentos por chuva fraca, que se foi intensificando tirou-nos profundidade mas deu-nos tonalidades para pintarmos os nossos quadros. A intempérie acabou por chegar-nos ao corpo, mas continuamos a missão inquebráveis como as gentes serranas que habitam estas aldeias de Montemuro. 

Associação de Valorização e Desenvolvimento Rural do Vale do Cabrum

Aproveitamos as informações afixadas duma caminhada anterior, efetuadas pela Associação de Valorização e Desenvolvimento Rural do Vale do Cabrum, para saber mais sobre o trilho e partilhar com os nossos leitores. Este percurso carece duma melhor sinalização com as marcas oficiais homologadas pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, mas enquanto isso não acontece as pessoas interessadas podem seguir as marcas desta associação.

Floresta autóctone de Vale de Cabrum

A natureza aqui ainda subsiste através de floresta autóctone de Carvalhos, Freixos, Amieiros, Giesta-das-sebes, Cerejeira-brava, Nogueiras, Carvalho-pardo-das-beiras/ Carvalho-pardo-do-minho/Carvalho-negral. Nós amamos as árvores que pena todos os homens não as compreenderem e desfrutarem dos seus encantos.

A dada altura fomos contemplados por um boi, exemplar magnífico da raça arouquesa, com as suas tilintantes campainhas que não afastavam contudo as moscas da sua real figura.

E assim terminou esta aventura, não contamos tudo porque cada um experiência o mundo à sua medida. Nós havemos de retornar com um sol radioso para provarmos estas águas e contemplar até à infinitude a beleza deste vale e simpatia das suas gentes.

Download do folheto com o percurso.

 

 

 

  
 

Ponte da Covelinhas | Ponte de Ovadas

Local de travessia do Rio Cabrum desde a antiguidade, a estrutura atual remonta para o século XVIII, sendo que os seus alicerces nos remetem para a idade média

 

 

 

Covelinhas

No ano de 946, é mencionado numa escritura de arras, por Covelas de Cabrum e no século XI é referida nas inquirições de Afonso III, como sendo de cavaleiros e mosteiros.

Em 1527, no Cadastro da População do Reino, é já citado o topónimo atual e contava com 50 habitantes.

Nos censos de 1911 Covelinhas é a segunda povoação mais habitada na freguesia de São Cipriano, com cerca de 200 moradores.

 

 

 

Monte das Covelinhas

Apesar da ausência de referências históricas a esta povoação pensamos que a sua localização, numa encruzilhada de quatro caminhos antigos, aliados aos férteis campos agrícolas que a circundam, terão levado ao estabelecimento deste pequeno povoado, que actualmente se encontra desabitado.

 

 

 

Monte das Covelinhas

Estas galerias abertas no saibro, muitas vezes junto a caminhos antigos, tinham múltiplas finalidades. Desde refúgio de ermitas desde a idade Média, a simples arrecadação para alfaias agrícolas, são inúmeras os exemplares espalhados por este território.

 

 

 

Ponte da Laje

Ponte sobre a convergência das ribeiras do Taquinho e do Marinheiro.

 

 

 

Ribeira do Taquinho e Ribeira do Marinheiro

O primeiro nasce do coração da Alagoa de D. João o segundo ao lado da aldeia da Panchorra, fundem-se num só a sul da aldeia da Panchorrinha, contornando esta povoação por nascente e unindo-se ao Cabrum a norte desta.

 

 

 

Ponte da Barrela

Fontes orais apontam a sua construção para inícios do século XX.

 

 

Lida 1099 vezes

Autor

Ondas da Serra

Ondas da Serra® é um Orgão de Comunicação Social periódico, distribuído electronicamente, que visa através da inserção de notícias, promover a identidade regional, o turismo, e a divulgação/defesa do património natural, arquitectónico, pessoas, animais e tradições, dos concelhos da região norte do distrito de Aveiro, nomeadamente: Ovar, Santa Maria da Feira, Espinho, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e Arouca e do forma mais geral dos restantes municípios do distrito.

Itens relacionados

ADUM - Associação Dona Urraca Moreira | Defesa e valorização do património Oliveirense

O Ondas da Serra foi conhecer a ADUM - Associação Dona Urraca Moreira, localizada em Madail – Oliveira de Azeméis, que se dedica à defesa e conservação da natureza e património histórico do concelho. Neste artigo vamos conhecer o seu presidente, a sede da associação e sua história, que atividades têm desenvolvido e quais são os maiores problemas que têm enfrentado nestas áreas.  

A força do caminho e a fraqueza do mundo

Os Caminhos de Santiago exercem em nós uma força que nos impele a visitar regularmente o apóstolo, que reza a lenda descansa na catedral de Compostela. Este ano fizemos a jornada partindo do Porto, seguindo pela costa, saboreando a brisa marítima, o azul infinito do mar e as encostas rochosas à espera de serem por ele reclamadas.

O Cais da Ribeira em Ovar

O Cais da Ribeira de Ovar, filho da ria de Aveiro, em tempos antigos foi um fidalgo abastado, ultrapassado pela importância do vapor que ali perto fez nascer uma estação. A sua construção remonta a 1754 e durante muito tempo teve grande importância no transporte de passageiros e trocas comerciais entre Aveiro, Porto, Régua e outras terras do interior.