A história vareira de Ovar está profundamente enredada na pesca artesanal, onde grossos mares reclamaram tantas vidas. As suas varinas saindo de canastra à cabeça, vergadas pelo jugo do peso, caminhando descalças muitas léguas sem fraquejar ou reclamar, apregoavam com rouca marítima voz, “Sardinha do nosso mar”, pelos cantos recônditos do nosso distrito e arredores, levando o seu vozeirão até à longínqua Régua. As companhas de pesca às centenas, pescando cegamente com Arte Xávega, foram morrendo e hoje neste concelho são menos que os dedos da mão. Um destes dias ainda com noite fechada, arremetemos pelo formoso mar, navegando com os pescadores da “Companha Jovem”, a única sobrevivente da praia do Furadouro. É esta história que vamos contar, as vivências destes robustos pescadores, com as suas glórias e angústias, últimos representantes duma arte tradicional que merecia mais atenção, para não deixar morrer a nossa memória, porque nem tudo são cantigas ou distribuição anárquica de subsídios. 

Solange Duarte nasceu a 16 de janeiro de 1990, na cidade de Ovar, e ama “toda a história e magia que a cidade tem”. Falamos com D. Sol, a Irradiante, rainha do Carnaval de Ovar de 2019 e vareira de gema, sobre uma das maiores festas do concelho e os projetos para o futuro.

Localizado no meio do coração da cidade vareira, perto da Câmara Municipal, o Museu de Ovar, com meio século de existência, apesar da sua enorme riqueza, vai passando despercebido, assim como a estreita rua onde nasceu. O seu rico espólio é constituído por azulejos, pinturas, esculturas, trajes tradicionais, bonecas e apicultura. O Ondas da Serra esteve à conversa com o seu diretor e duas funcionárias. Falaram-nos de um espaço que merece ser redescoberto pelos vareiros e explorado por forasteiros.

"MAR E OUTROS POEMAS – POESIA E HUMANIDADE" - Crónica de Jacinto Guimarães sobre o livro do jornalista Fernando Manuel Oliveira Pinto.

Foi inaugurada na manhã do dia 30 de julho, no auditório da Junta de Freguesia de Válega, a exposição "OLHARES... II Mostra de Fotografia de Válega". As 99 fotografias expostas pertencem a 31 artistas que escolheram a câmara fotográfica para pintarem os seus mundos. "Os seus pincéis são os dedos e as tintas as tonalidades do dia, como salientou o nosso colaborador Fernando Pinto. Nem todos os fotógrafos puderam estar presentes, mas não deixaram de ser apresentados e a sua colaboração valorizada.