Conhecer (17)
O concelho de Arouca, abrange uma área de 327 Km2, situa-se no extremo NE do distrito de Aveiro e está integrado na NUT III do Entre Douro e Vouga, da região Norte de Portugal, juntamente com os concelhos de Sta. Maria da Feira, Oliveira de Azeméis e Vale de Cambra, e S. João da Madeira. Fazem fronteira com o seu território os municípios de S. Pedro do Sul, Castro Daire, Cinfães, Castelo de Paiva e Gondomar e ainda os referidos municípios de Sta Maria da Feira, Oliveira de Azeméis e Vale de Cambra.
A vila, sede do Concelho, tem cerca de 3.000 habitantes e está situada no extremo nascente do Vale de Arouca, a cerca de 60 Km da sede de distrito e 50 Km da cidade do Porto. O concelho é composto por dezasseis freguesias, assim designadas: Alvarenga, Chave, Escariz, Fermêdo, Mansores, Moldes, Rossas, Santa Eulália, S. Miguel do Mato, Tropêço, Urrô, Várzea, união de freguesias de Arouca e Burgo, união de freguesias de Cabreiros e Albergaria da Serra, união de freguesias de Canelas e Espiunca e união de freguesias de Covêlo de Paivó e Janarde. Nele vivem cerca de 24.000 habitantes.
O posicionamento neste contexto regional traduz a situação de fronteira/interface que Arouca detém, entre as regiões Norte e Centro de Portugal, entre os distritos de Aveiro, Viseu e Porto e entre o litoral (industrializado, bem servido por redes de acessibilidades, com povoamento disperso e relevo relativamente pouco acidentado) e o interior (montanhoso e deprimido do ponto de vista demográfico, social, económico e infraestrutural).
Fonte: cm-arouca.pt
A Sociedade Filarmónica Santa Cruz de Alvarenga foi fundada em 1902, com o nome de “Philarmonica Alvarenguense” com cerca de 20 elementos, pelo Sr. Adriano Telles, natural de Alvarenga. A freguesia de Alvarenga teve sempre amor à música, e por isso não é de admirar que tenha sido a primeira banda a incluir elementos femininos, na década de 60.
O Arouca Geopark, fica localizado no concelho de Arouca, sendo reconhecido pelo seu excecional património geológico. A sua importância ganhou relevância internacional e projeção com a atribuição da categoria de geoparque pela UNESCO. Neste rico patrimônio destaca-se em particular as trilobites gigantes de Canelas, pedras parideiras da aldeia da Castanheira e icnofósseis do Vale do Paiva. No entanto há no total 41 geossítios com interesse geológico, que podem ser visitados através de três itinerários. Há 600 milhões de anos existia nesta região um mar pouco profundo onde as estas criaturas viviam. Contudo, há cerca de 1 milhão de anos o mar desceu cerca de 200 metros matando muitas destas espécies, cujos corpos se depositaram no fundo ou à beira mar. Muitos destes fundos marinhos subiram gradualmente e passaram a fazer parte de cadeias montanhosas como as serras atuais de Arouca, deixando muitas provas da sua existência embutidas na paisagem.
Ano de 1944. A Segunda Guerra Mundial começava a fazer-se sentir. Portugal, apesar de uma posição neutral, não passou incólume. O alimento essencial do homem do campo, o pão, era escasso, porque também os cereais eram escassos. Eram tempos de privação, fome, preços elevadíssimos, sobretudo no chamado Mercado Negro. Em Arouca, procura-se contornar a crise, procurando, ao mesmo tempo, implementar medidas de fomento no que diz respeito à produção de cereais. É nesse contexto que surge a Feira das Colheitas, por iniciativa do Grémio da Lavoura, ao tempo presidido por António de Almeida Brandão.
À mesa é sempre uma excelente maneira de terminar uma visita a Arouca. A vitela e o cabrito assado são os dois pratos típicos do Município. A carne confeccionada vem dos animais criados, sem recurso a rações, no Maciço da Gralheira, o segredo da excelência do seu sabor.
O Centro de Interpretação Geológica de Canelas, fica localizado em Arouca, sendo popularmente conhecida como a "Pedreira do Valério", que é explorada comercialmente e de onde são extraídas ardósias, desde meados do século XX. Neste local que outrora foi um leito marinho com pouca profundidade viveram muitos seres vivos, como as trilobites, que morreram e fossilizaram nos sedimentos do leito arenoso. Os trabalhos neste local puseram à vista estes fósseis e a visão do seu explorador Manuel Valério, depressa identificou a sua importância, riqueza e lutou pela sua preservação, que culminou com a construção deste museu. Neste artigo conhecemos este homem que nos contou a história deste projeto e lembramos com saudade em virtude de ter partido prematuramente.