As mais bonitas aldeias rurais do distrito de Aveiro Aldeia da Lomba - Vale de Cambra Ondas da Serra

As mais bonitas aldeias rurais do distrito de Aveiro

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Neste artigo vamos conhecer algumas das mais bonitas aldeias rurais escondidas, despovoadas, longínquas e por vezes abandonadas do distrito de Aveiro. Esta região foi divinamente bafejada pela riqueza dos grossos mares, altaneiras serras e lagunar da Ria de Aveiro, por isso floresceu à vista ou escondidas, aldeias e povos rurais duma grande riqueza social, tradicional, histórica e religiosa. Nas nossas caminhadas pelos percursos pedestres e explorações vamos encontrando e divulgando a sua beleza para que outros as possam abraçar, aqui ficam as que já visitamos até hoje e aconselhamos a desvendar

As mais bonitas aldeias rurais do distrito de Aveiro - Um mundo a desaparecer

Ao caminharmos pelos percursos pedestres recônditos, à procura das mais bonitas aldeias rurais do distrito de Aveiro, vamos constatando um mundo rural, que tem tanto de belo como de fugaz e desaparece a cada novo nascer solar. O nosso trabalho passa por registar os relatos das poucas pessoas que vamos encontrando e das belezas naturais e arquitetônicas, que de tão longe, estão a salvo da louca empresa humana e da pressão imobiliária. No entanto, o inimigo espreita, no exército de eucalipto, que avança para tudo secar, plantado em certas zonas sem controle ou fiscalização. Para nos lembrar que podemos fazer tristes figuras, nas serras nascem moinhos de vento, contra quem lutamos em vão.

Lista com as mais bonitas aldeias rurais do distrito de Aveiro:

  
 

Trebilhadouro, Felgueira e Lomba -  As três aldeias rurais mais belas de Vale de Cambra

Conheça as três aldeias rurais mais belas de Vale de Cambra

O município de Vale de Cambra alberga no seu reino três belas aldeias, que embrenhadas nas serras poderá conquistar, Trebilhadouro, Felgueira e Lomba. As duas primeiras ostentam a marca de qualidade “Aldeias de Portugal”, mas todas estão inseridas nas “Montanhas Mágicas”. Estas terras partilham a ruralidade, autenticidade, tradições, natureza, ribeiros e serras. Neste artigo vamos caminhar por este concelho, visitar estas aldeias e perceber algumas das razões que levam ao seu declínio e desertificação. Estudamos também que medidas foram implementadas para as revitalizar sem as descaracterizar.

 

 

Alberto Alves, habitante de Função - Vale de Cambra

Aldeias de Vale de Cambra: Fuste, Função e Paço de Mato

Fomos à descoberta de três aldeias rurais de Vale de Cambra, Fuste, Função e Paço de Mato. Deixamos o carro junto do Centro Cívico de Rogê e partimos de bicicleta, para desbravar terrenos e procurar aventuras. Não fomos de caravela, nem navegamos numa nau, fomos com pedalada, não levamos varapau. Por estes caminhos que ladeiam a estrada M550, embrenhamo-nos progressivamente numa atmosfera rural, ladeada de campos agrícolas e caminhos que por vezes percorremos à descoberta. Nesta aventura fomo-nos cruzando com os seus habitantes, nas suas atividades diárias, conduzindo vacas, tratores ou com enxadas ao ombro para cavar. Vimos antigos caminhos rurais, pontes romanas, igrejas e cruzeiros religiosos, muita riqueza ambiental, belas paisagens, grandes montanhas e agrestes penedos.

 

 

Percurso Pedestre PR3 - Na Vereda do Pastor - Vale de Cambra - Aldeia da Lomba - Capela de N. Sra dos Milagres e Núcleo de Espigueiros e Canastros

PR3 - Vereda do Pastor | Aldeias de Covô, Agualva e Lomba – Vale de Cambra

Pelo percurso pedestre do PR3 – Vereda do Pastor - Arões - Vale de Cambra, o Ondas da Serra foi conhecer as aldeias mais icónicas da encosta sul da Serra da Freita, Covô, Agualva e Lomba. Nesta caminhada ainda passamos por duas povoações já abandonadas de Porqueiras e Berlengas. Este trilho é muito rico em termos arquitetónicos, naturais, fauna e flora, onde podemos apreciar um núcleo composto por 15 canastros ou espigueiros, duas bonitas cascatas, luxuriantes ribeiros e belíssimas paisagens de montanha. Do alto das suas serranias pode-se observar a linha costeira que é coberta ao raiar da aurora e crepúsculo por uma envolvente neblina que é suplantada pela altitude, escondendo as riquezas dos horizontes e fundos dos vales.

 

 

 Paraduça: Conheça os moinhos e prove a broa de milho	Noémia Rodrigues, na Casa da Broa de Paraduça, a benzer a massa da broa de Paraduça

Paraduça: Conheça os moinhos e prove a broa de milho

Paraduça é uma aldeia da freguesia de Arões, concelho de Vale de Cambra, situada entre as Serras da Arada e do Arestal, no limite dos distritos de Aveiro e Viseu. As suas terras são banhadas pelas Ribeiras de Paraduça e Agualva, que desaguam no Rio Teixeira. Na primeira delas o Poço da Cascata do Linho impressiona pela sua beleza e os novos passadiços ajudam na sua contemplação. Aqui ainda se partilham moinhos comunitários de rodízio para moer farinha, fornos para cozer a sua conhecida broa de milho e vezeiras para partilhar a água. A sua associação local dinamiza e preserva as suas antigas tradições, que pode agora na Casa da Broa receber os visitantes e fortalecer a sua identidade. Os Baldios de Paraduça protegem e plantam floresta autóctone e lutam contra a proliferação do eucalipto.

 

 

PR 6 - Rota dos Moinhos - Paraduça - Arões - Vale de Cambra, Moinho das Bouças, Natividade Portinha

Rota dos Moinhos em Paraduça aldeia da broa de milho

O percurso pedestre, PR6 – Rota dos Moinhos, fica localizado em Paraduça – Vale de Cambra. O seu trajeto é caracterizado pela passagem por esta aldeia, marcadamente rural, por cinco moinhos de rodízio recuperados. A maior parte deles ainda trabalha moendo o milho para a laboração da sua conhecida broa, dinamizado pela Associação de Desenvolvimento Turístico e Promoção Cultural de Paraduça. Esta terra é rodeada de altas montanhas, rios e ribeiras naturais que lhe conferem grande beleza.

 

 

Meitriz aldeia de xisto - Arouca

Meitriz aldeia de xisto com bela praia fluvial no Rio Paiva

Meitriz em Arouca é uma terra profundamente longínqua, que brotou do fundo do Vale do Rio Paiva e que conserva ainda a sua traça tradicional, recebendo a distinção de Aldeia de Portugal. O rio por ela se enamorou, fazendo-lhe uma vénia ao chegar e oferecendo-lhe uma praia fluvial para se perfumar. Ela deu-lhe volta à cabeça, ele deu-lhe voltas ao rio, tão recortadas de pasmar, não podendo ficar partiu, dando lágrimas ao lugar. Por estas terras se reconquistou e perdeu território para o Sarraceno, Almançor por aqui atemorizou, mas este povo sempre lutou e como em Moldes igrejas sempre edificou.

 

 

Aldeia de Janarde - Arouca

Janarde bela vista do Rio Paiva e Icnofósseis de Mourinha

Janarde em Arouca foi abençoada com uma luxuriante natureza e vista soberba sobre o vale do Rio Paiva, preservando ainda algum do seu casario em xisto e socalcos agrícolas que outrora davam pão ao povo. É também uma velha terra com milhões de anos gravados na história geológica das suas rochas. O espírito de Deus ao pairar sobre as águas deu à luz a vida, tendo a sua criação moldado seres de todas as formas e feitiços, que foram vivendo e morrendo ao longo de milhões de anos. Muitos foram aqueles que nos deixaram provas da sua existência, através dos restos fossilizados dos seus corpos ou icnofósseis das pistas por onde passaram, existindo aqui um importante geossítio do Arouca Geopark, onde poderá admirar marcas deste passado.

 

 

Aldeia da Paradinha

Aldeia da Paradinha: Paraíso rural com refugio na natureza

A Aldeia da Paradinha nasceu em Alvarenga, Arouca, no distrito de Aveiro, entre as serras da Freita e Montemuro. A sua construção vernacular de traça tradicional em xisto e ardósia valeu-lhe a distinção de Aldeia de Portugal. O seu casario em cascata numa encosta montanhosa estende-se até ao Rio Paiva onde nasceu uma aprazível praia fluvial e parque de merendas. A beleza desta aldeia e seu enquadramento natural podem ser abraçados do miradouro “Mira Paiva”, que lança vistas para o rio serpenteante no fundo do vale, que desemboca nos Passadiços do Paiva a jusante. Esta região há milhões de anos foi um mar pouco profundo e onde subsistem fósseis e vestígios geológicos, para quem souber procurar. Existem muitos pontos de interesse arquitetónicos, geológicos, naturais e gastronómicos, que podem ser apreendidos e que vamos partilhar.

 

 

PR1 - Caminhos de Montemuro - Aldeia de Noninha - Alvarenga - Arouca

PR1 - Caminhos de Montemuro até Aldeia de Noninha

Ondas da Serra regressou ao local onde nasceu, percorrendo o PR1 - Caminhos de Montemuro em Alvarenga. Não nos cansamos de trilhar os seus caminhos, respirar os seus ares e escutar os seus silêncios, por vezes distraídos pelos chocalhos das vacas, cabras e ovelhas que já vão rareando. No sopé destas montanhas brotou a Aldeia de Noninha, muito bonita, rural, com um vale por onde corre um ribeiro que nos prende o olhar, com caminhos milenares e gentes calorosas que nos fazem regressar.

 

 

PR14 – Aldeia Mágica de Drave- Arouca

PR14 – Aldeia Mágica de Drave em xisto desabitada

O PR14 – Aldeia Mágica, é um percurso pedestre que o leva até Drave, no concelho de Arouca. Esta terra foi plantada no meio das Serras da Freita, São Macário e Arada. Este local é caracterizado pelas suas casas em pedra conhecida por lousinha e telhados em xisto. Chegar a este local não é fácil e necessita de partir de Regoufe. Esta aldeia desabitada e abandonada anda a ser recuperada lentamente por escuteiros. O seu carácter mítico só é entendido quando ela surge ao fundo do trilho e se aproxima com toda a sua grandeza.

 

 

Aldeia de Regoufe - Arouca

Aldeia de Regoufe no trilho para a Aldeia Mágica de Drave

Regoufe e Drave são duas aldeias do concelho de Arouca, plantada no meio das Serras da Freita, São Macário e Arada. A primeira desenvolveu-se da agricultura, pecuária e durante a II Guerra Mundial, a extração do volfrâmio. A segunda fica a cerca de quatro quilómetros da primeira, por um trilho que a foi afastando da humanidade e a levou com o tempo a ficar deserta, mas não abandonada. Este local é caracterizado pelas suas casas em pedra conhecida por lousinha e telhados em xisto. Apesar de muitas delas estarem em ruínas tem sido feito um esforço por parte de escuteiros para as preservar. O sítio ficou conhecido como mágico, pela forma como foi construída na encosta da serra e profundo vale, sem vivalma, tendo por companhia, com os piares lúgubre dos corvos, restolhar das folhas, sussurros das águas e sibilar dos ventos.

 

 

Complexo mineiro, Poça da Cadela - Aldeia de Regoufe - Arouca

Regoufe aldeia com passado mineiro na Guerra Mundial

A aldeia de Regoufe, fica localizada em Arouca, sendo o seu acesso muito difícil. Esta terra fica localizada no fundo de um vale e mantém ainda viva os ecos do seu passado agrícola, com o cultivo da terra, a pastorícia e restos da sua história mineira. Daqui partem dois dos melhores trilhos de Arouca, para Drave e Covelo de Paivô. Ao caminhar pelas suas lajes de pedra encontramos a cada virar da esquina velhos agricultores, rebanhos de ovelhas, cabras ou outros animais.

 

 

Aldeia de Covêlo de Paivó - Arouca

PR13 - Na senda do Paivó com pavor até Covêlo de Paivó

O percurso pedestre PR13 - Na senda do Paivó, começa na aldeia de Regoufe em Arouca e termina na aldeia de Covêlo de Paivó, por onde passa o Rio Paivó, que lhe deu o nome. Este pequeno percurso linear, atravessa as encostas da montanha sempre acompanhando as ravinas do vale e subindo para o céu, parecendo por vezes querer fazer uma visita ao criador. Neste percurso irá poder contemplar o complexo mineiro da Poça da Cadela, aldeia e ribeira de Regoufe, aldeia de Covelo de Paivô, praia fluvial no Rio Paivô, altas montanhas e ravinas da Serra de Arda e por vezes fazer de pastor guardando ovelhas.

 

 

Casa do Penedo - Fuste - Moldes - Arouca

PR8 – Rota do ouro negro em Fuste das minas e ravinas

O percurso pedestre PR8 – Rota do Ouro Negro, é um trilho linear entre Fuste e Rio de Frades em Arouca. Este caminho não é para pessoas que tenham medo de alturas porque passa por apertados trilhos junto de profundas ravinas. As encostas da serra estão pejadas de antigas minas de volfrâmio, exploradas legal e ilegalmente por antigos mineiros, em busca dessa riqueza, que teve o seu auge durante a II guerra mundial. Neste percurso destacamos a arquitetura vernacular do casario, aldeias de Fuste e Rio de Frades, Cascata da Ribeira de Covela e Minas da Pena Amarela.

 

 

Rio de Frades - Arouca

PR6- Caminho do Carteiro na árdua volta de Rio de Frades

O PR6 Caminho do Carteiro é um árduo trilho, sempre a subir, por escadarias em pedra e encostas ingrimes, que começa em Rio de Frades e percorre a antiga volta que estes homens faziam para entregar a correspondência nesta aldeia e nas de Cabreiros e Tebilhão. Pelo caminho passa por uma antiga mina de exploração de volfrâmio, num túnel aberto pelo interior da montanha e que foi requalificado. As encostas têm uma com vista assombrosa para o fundo do vale, que estarrecem os mais temerosos e antigas explorações deste minério que eram feitas muitas vezes de forma ilegal, esburacando a serra em busca do ouro negro.

 

 

Sr. Fernando, 83 anos, habitante da Aldeia da Espiunca- Arouca

PR10 - Rota dos Aromas trilho por Vila Cova e Espiunca

O PR10 - Rota dos Aromas é um percurso pedestre de Arouca, onde o caminhante poderá deliciar-se com os aromas da sua natureza imaculada e a galeria ripícola do Rio Paiva, que foram poupadas ao grande incêndio que aqui deflagrou em 2015. Por este trilho irá conhecer as antigas aldeias de Serabigões, Espiunca e Vila Cova e toda a sua riqueza arquitetónica da fauna e flora. Nesta caminhada destacamos as aldeias em xisto, a praia fluvial da Espiunca e os moinhos tradicionais de milho e linho e forno comunitário da Espiunca.

 

 

Trebilhadouro - Aldeia de Portugal - Vale de Cambra

Percurso de Trebilhadouro do tesouro e gravuras rupestres

O PR 4, Percurso de Trebilhadouro, Aldeia de Portugal, em Vale de Cambra, está integrado na Rota da Água e das Montanhas Mágicas. Os seus caminhos exploram as encostas da Serra da Freita, por entre a paisagem ribeirinha, junto à Barragem Engº Duarte Pacheco, no rio Caima. Do passado longínquo chegam-nos as gravuras rupestres de Trebilhadouro e os pastores que por ali ainda conduzem rebanhos. A freguesia de Rôge apresenta um rico património arquitetónico, como na sua igreja matriz. Este trilho passa por muitos terrenos agrícolas, com intensa ruralidade e valor natural.

 

 

Ovar "Cidade Museu do Azulejo" levantamento fotográfico

Ovar é conhecida pela “Cidade museu dos azulejos”, tendo sido feito um levantamento fotográfico dos azulejos das ruas mais antigas do centro da cidade. Esta arte representa uma parte importante da identidade vareira e a forma como os azulejos conferem à cidade de Ovar uma atmosfera especial, típica e bairrista, em contraste com os edifícios modernos, que podem ser muito funcionais e ter a sua beleza, mas que não representam a alma de um povo.

 

 

Ponte sobre o Rio Uima - Caldas de São Jorge

Caldas de São Jorge das águas termais e trilho florido

Caldas de São Jorge é uma freguesia de Santa Maria da Feira, bastante conhecida pelas suas águas termais. No entanto esta terra possui outros encantos, em Caldas de São Jorge poderá visitar os seus percursos pedestres, que acompanham o Rio Uima, jardins bem cuidados, passadiços e pontes enfeitadas com flores e ler a poesia dos nossos autores, espalhada pelas ruas.

 

 

Barco 'Douro O Atrevido' - Porto Carvoeiro - Rio Douro - Canedo - Santa Maria da Feira

Porto Carvoeiro: Olhando o mundo azul em Santa Maria da Feira

Situado na margem esquerda do rio Douro, Porto Carvoeiro ainda é desconhecido para a maioria da população de Santa Maria da Feira. Aqui, no lugar de uma das aldeias históricas de Portugal, tem como principal encanto o enquadramento paisagístico, as caminhadas junto ao rio Douro e as pequenas praias fluviais. Explore uma das maravilhas das Terras de Santa Maria com o ‘Ondas da Serra’.

 

 

PR1 - Percurso Pedestre - Varanda da Felgueira – Vale de Cambra

Percurso Varandas da Felgueira bela Aldeia de Portugal

A equipa do ONDAS DA SERRA foi até Vale de Cambra conhecer o novo Percurso Pedestre PR 1, VARANDAS DA FELGUEIRA, em Vale de Cambra. Aquele Vale, na primavera, é realmente mágico... Nem o cinza do incêndio que devastou grandes áreas da serra, no verão de 2016, consegue esconder a alvura e o delicado aroma das cerejeiras em flor que embelezam o caminho. Neste percurso destacamos a Felgueira Aldeia de Portugal, Carvalhal do Chão, o rio Cabrum e o Miradouro Alto da Carrasqueira.

 

 

Igreja de Santa Maria de Ul - Ul - Oliveira de Azeméis

Ul – Oliveira de Azeméis | Aldeia de Portugal e Pão de Ul

A aldeia de Ul em Oliveira de Azeméis, integra o projeto “Aldeias de Portugal”, ficando enclausurada num município com grande pujança industrial e que vai mantendo a sua ruralidade, mas resistindo com dificuldades ao progresso desmesurado. No vale por onde passam os Rios Ul e Antuã, ainda subsiste uma pequena mancha de florestal autóctone, rodeado por indústria. Nós vamos visitando o Parque Temático Molinológico, ao longo do tempo, provando o seu afamado Pão de UL e regueifa doce, passeando nas margens do Rio Ul, que continua poluído e a lançar cheiros pestilentos. Neste artigo vamos conhecer a sua história, pontos de interesse, património natural e arquitetónico, um vídeo da confeção do seu pão e uma associação de defesa destes valores.

 

 

Percurso dos Espigueiros - Vilarinho de São Luís - Oliveira de Azeméis

Percurso dos Espigueiros em Vilarinho de São Luís

Na aldeia de Vilarinho de São Luís - Palmaz - Oliveira de Azeméis, o visitante pode encontrar um vale encantador, povoado de espigueiros, terras lavradas para cultivo, ladeado por um rio, com o casario numa encosta, onde o silêncio se faz sentir, aqui e além quebrado pelo cantar de um garnisé ou latir de um cão. O PR1 - Percurso dos Espigueiros, corre junto do vale agrícola e ribeiro onde nasceu esta terra e subsistem antigas tradições agrícolas de tempo onde o homem retirava da terra com suor o seu sustento.

 

 

PR1 - Ilha dos Amores - Lugar do Castelo - Rio Douro -Castelo de Paiva

PR1 Ilha dos Amores: Junto ao Rio Douro e Castelo de Paiva

O percurso pedestre PR1 Ilha dos Amores, inicia-se no lugar do Castelo, junto à praia fluvial com o mesmo nome, em Castelo de Paiva. Este trilho foi beber inspiração à ilha que nasceu no meio do Rio Douro, com a companhia da foz do Rio Paiva. Este caminho tem uma beleza especial, pelas voltas que dá nas aldeias da freguesia de Fornos, seus monumentos religiosos, quintas onde se produz vinho verde e as paisagens que lança sobre o rio que vem de Arouca e o que deságua mais abaixo no Porto.

 

 

Igreja Paroquial de São Martinho de Alcôba - Macieira de Alcôba - PR4 - Trilho das Terras de Granito em Macieira de Alcôba

PR4 - Trilho das Terras de Granito em Macieira de Alcôba

Fomos conhecer Macieira de Alcôba, denominada Aldeia Pedagógica do Milho Antigo, em Águeda, pelo percurso pedestre PR4 – Trilho das Terras de Granito. Ficamos maravilhados com a sua riqueza a nível natural, arquitetónico, tradicional e religioso. São poucos os adjetivos que poderíamos empregar para o descrever. Na nossa visita destacamos as aldeias de Macieira de Alcôba e Urgueira, Igreja Paroquial de São Martinho de Alcôba, Estação da Biodiversidade, Eiras e Espigueiros, a sua escola primária reconvertida em restaurante tradicional, Piscina Fluvial, moinhos de rodízio, milagre e forno comunitário d'Urgueira e o Centro Interpretativo do Milho Antigo.

 

 

Ribeira do Nacinho - Ria de Aveiro - Pardilhó - Estarreja

Pardilhó terra de encantos na margem da Ria de Aveiro

Pardilhó é uma vila do concelho de Estarreja, nascida junto das margens da Ria de Aveiro, repleta de belezas e que encantam o visitante. Esta terra possui uma atmosfera especial, um tempo peculiar e gentes afáveis e trabalhadoras. Enclausurada no meio de grandes cidades urbanas e estradas repletas de tráfego, a influência das águas, dá-lhe calma e muito sossego. Por ser plana por aqui a bicicleta ou carroça são rainhas e como é muito fértil, pasta o gado e cava o homem. Na ria as ribeiras foram requalificadas e lutam apesar da idade e menor tráfego, pela sua beleza, quando os visitantes percorrem o seu trilho. Ainda há alguns mestres do machado a fazer moliceiros que navegam para Aveiro para os turistas visitarem os canais. Na Fonte da Samaritana lembramo-nos que todos somos humanos e não devemos julgar os outros pelas suas diferenças.

 

Caminhe no distrito de Aveiro e pedale de bicicleta pelo norte de Portugal

O distrito de Aveiro tem dezenas de caminhadas e percursos pedestres muito bonitos, na serra, junto do mar, ria e rios, que pode aproveitar para os conhecer. No norte de Portugal há muitas ciclovias, ecovias e ecopistas que se pode percorrer, a caminhar ou de bicicleta, muitas delas por antigas linhas ferroviárias, agora convertidas em pista para as pessoas passearem.

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Ondas da Serra

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Aldeia da Paradinha: Paraíso rural com refúgio na natureza

A Aldeia da Paradinha nasceu em Alvarenga, Arouca, no distrito de Aveiro, entre as serras da Freita e Montemuro. A sua construção vernacular de traça tradicional em xisto e ardósia valeu-lhe a distinção de Aldeia de Portugal. O seu casario em cascata numa encosta montanhosa estende-se até ao Rio Paiva onde nasceu uma aprazível praia fluvial e parque de merendas. Aqui já não existem moradores permanentes, só turistas do alojamento local ou casas restauradas. Muitos desses casebres e empreendimentos hoteleiros foram recuperados ou construídos, por vezes com materiais e técnicas inapropriadas que desvirtuam a sua autenticidade rural. A beleza desta aldeia e seu enquadramento natural podem ser abraçados do miradouro “Mira Paiva”, que lança vistas para o rio serpenteante no fundo do vale, que desemboca nos Passadiços do Paiva a jusante. Esta região há milhões de anos foi um mar pouco profundo e onde subsistem fósseis e vestígios geológicos, para quem souber procurar.  Existem muitos pontos de interesse arquitetónicos, geológicos, naturais e gastronómicos, que podem ser apreendidos e que vamos partilhar.        

Meitriz aldeia de xisto com praia fluvial no Rio Paiva

Meitriz em Arouca é uma terra profundamente longínqua, que brotou do fundo do Vale do Rio Paiva e que conserva ainda a sua traça tradicional, recebendo a distinção de Aldeia de Portugal. O rio por ela se enamorou, fazendo-lhe uma vénia ao chegar e oferecendo-lhe uma praia fluvial para se perfumar. Ela deu-lhe volta à cabeça, ele deu-lhe voltas ao rio, tão recortadas de pasmar, não podendo ficar partiu, dando lágrimas ao lugar. Por estas terras se reconquistou e perdeu território para o Sarraceno, Almançor por aqui atemorizou, mas este povo sempre lutou e como em Moldes igrejas sempre edificou. 

Janarde bela vista do Rio Paiva e Icnofósseis de Mourinha

Janarde em Arouca foi abençoada com uma luxuriante natureza e vista soberba sobre o vale do Rio Paiva, preservando ainda algum do seu casario em xisto e socalcos agrícolas que outrora davam pão ao povo. É também uma velha terra com milhões de anos gravados na história geológica das suas rochas. O espírito de Deus ao pairar sobre as águas deu à luz a vida, tendo a sua criação moldado seres de todas as formas e feitiços, que foram vivendo e morrendo ao longo de milhões de anos. Muitos foram aqueles que nos deixaram provas da sua existência, através dos restos fossilizados dos seus corpos ou icnofósseis das pistas por onde passaram, existindo aqui um importante geossítio do Arouca Geopark, onde poderá admirar marcas deste passado. A nossa curiosidade levou-nos a fazer um pequeno trilho para conhecer esta terra, paleontologia, icnofósseis, meandros, cocheiros e biblioteca do Rio Paiva.