Novo passadiço panorâmico no Rio Douro em Castelo de Paiva Passadiço panorâmico no rio Douro em Castelo de Paiva - Miradouro "Barco Rabelo" Ondas da Serra

Novo passadiço panorâmico no Rio Douro em Castelo de Paiva Destaque

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Os passadiços do Rio Douro em Castelo de Paiva são uma nova forma de abarcar toda a sua beleza e conhecer a história desta região. Neste artigo vamos conhecer o “Percurso Viver o Douro”, caminhando pelas suas margens e desfrutando da vista por um barco rabelo. Pelo trilho passamos por duas aldeias em xisto, alheias ao passar do tempo e cruzeiros com alegres turistas. Vamos conhecer também alguma da sua história, dos seus monumentos, fauna e flora. Nesta incursão revisitamos lugares, conhecemos novos amigos e com pena soubemos que partiram outros.  

Novo passadiço panorâmico nas margens do Rio Douro em Castelo de Paiva

Novo passadiço panorâmico nas margens do Rio Douro em Castelo de Paiva

O Ondas foi até Pedorido - Castelo de Paiva, conhecer os novos passadiços panorâmicos do “Percurso Viver o Douro”, que foi criado com o objetivo de aproximar as pessoas deste rio. Este projeto pretende fornecer-lhe um contacto intimista com este velho curso de água, que tem navegado pela nossa história, pelo vinho que brota das suas encostas e barqueiros em rabelos que o mareiam até às caves de Vila Nova de Gaia. Quando a obra estiver totalmente terminada, existiram três troços, que poderão ser percorridos faseadamente.

Percurso Viver o Douro – Para caminhar de braço dado com o Rio Douro

O percurso Viver o Douro é um percurso linear que se desenvolve entre a Praia do Choupal em Pedorido – Castelo de Paiva e a aldeia de xisto de Midões, com algumas particularidades que lhe vamos abaixo contar. O percurso total terá três troços, atualmente só é possível fazer os dois primeiros entre Pedorido e Midões. Nestes dois já foram construídos três miradouros com o formato de barcos rabelos, permitindo desfrutar das belas paisagens do rio e suas ondulosas curvas. O terceiro troço entre Midões e Santa Maria de Sardoura, não está ainda concluído.

Atualmente a sinalética informa que só dois troços estão disponíveis. O primeiro termina algumas centenas de metros antes dum Hotel que ali foi construído. Nós deixamos o carro em Pedorido, perto da capela e começamos a caminhar por este troço, com início junto da praia fluvial.

No final deste troço inicial estivemos quase a voltar para trás e ir de carro até ao hotel para fazer o segundo, mas arriscamos continuar e tivemos sorte porque o caminho em terra batida continua até este alojamento, sendo necessário passar um pequeno riacho atravessando uma pequena ponte. É já na estrada que sobe à esquerda que começa o segundo troço, que nos leva até às aldeias de xisto de Gondarém e Midões, para isso basta seguir as marcações oficiais do percurso pedestre. Este pequeno caminho que a sinalética diz não estar concluído permitiu fazer a ligação entre os dois primeiros troços e no final regressar pelo mesmo ao nosso carro.  

Nós fizemos o percurso num dia soalheiro sem grandes dificuldades ou perigos, contudo tenha em atenção o aviso abaixo transcrito.

Aviso importante do Percurso Viver o Douro1

“Ter em atenção o risco de queda de pedras e arrastamento de terras, evite a sua visitação com condições meteorológicas adversas. Proibida saltar ou mergulhar do percurso para o rio. Siga sempre pelo percurso marcado.”

Ficha Técnica do Percurso Viver o Douro1

Localização:

Castelo de Paiva, União das Freguesias da Raiva, Pedorido e Paraíso e Freguesia de Santa Maria de Sardoura.

Tipo de percurso:

PR-Pequena rota, linear, de carácter generalista.

Distância:

10,7 Km (quando estiver totalmente concluído)

Desnível acumulado:

Ganho 570m | Perda -472m

Duração:

Aproximadamente 4 horas

Grau de Dificuldade:

Fácil

Época ideal de realização:

Maio-Setembro

Percurso Viver do Douro – Troços disponíveis

  • Troço 1 - Praia do Choupal, Pedorido, Castelo de Paiva > Hotel
  • Troço 2 - Hotel > Aldeia de Xisto de Midões

Praia do Choupal das Concas – Rio Douro – Pedorido – Castelo de Paiva1

“A Praia do Choupal das Concas é uma praia fluvial no Rio Douro em Pedorido – Castelo de Paiva, com acesso automóvel e café. Aqui poderá desfrutar de banho no Rio Douro com vista para o rio Arda que aqui desagua e das sombras das árvores.”

O que ver no Percurso Viver o Douro1

  • Moinhos
  • Rio Douro
  • Serra da Boneca
  • Miradouros com formato de Barco Rabelo
  • Aldeia de xisto de Gondarém
  • Aldeia de xisto Midões
  • Carvalho-alvarinho
  • Anfíbios
  • Aves

Rio Douro – A maior bacia hidrográfica da Península Ibérica1

Rio Douro em Castelo de Paiva

“O Rio Douro possui a maior bacia hidrográfica da Península Ibérica com 98370 km2 (18550 km2 em Portugal), sendo o terceiro rio mais extenso, com 927 km. Em Portugal, o Rio Douro apresenta um total de 330 km, dos quais 122 km servem de fronteira com Espanha.

A sua nascente localiza-se perto do pico de Urbion, na Cordilheira Ibérica, em Espanha. Nasce a 1700 m de altitude e desagua no oceano Atlântico, na cidade do Porto.”

O Barco Rabelo do Rio Douro

Barco Rabelo do Rio Douro

“O barco rabelo, outrora utilizado para o transporte de pipas desde o Alto Douro até à foz do rio em Vila Nova de Gaia e Porto, é hoje em dia habitualmente utilizado como embarcação turística de recreio e passeio. O Vinho do Porto, conhecido mundialmente, era o principal produto de transportado nestas embarcações.

O barco rabelo foi concebido para navegar em águas pouco profundas e agitadas de rios e montanhas, preparado para suportar o forte impacto das rochas espalhadas pelo leito do rio.

A sua dimensão podia variar entre os 19 e os 23 metros de comprimento sendo habilmente manejado por vários homens, cada qual com a sua função especifica dentro do barco.”

Miradouros com a forma de Barcos Rabelos, “miradouro rabelo” 1

Miradouros com a forma de Barcos Rabelos

“Tendo por base a temática do Rio Douro o percurso Viver o Douro inclui 3 miradouros inspirados no barco rabelo. O rabelo servia para transportar mercadorias, nomeadamente vinho do Porto, entre o Alto Douro Vinhateiro e o Porto, existindo ainda um exemplar que poderá visitar em Castelo de Paiva, no Parque das Tílias. Era construído em madeira, apresentando um chão nivelado e uma quilha.

O miradouro rabelo é uma homenagem que o concelho de Castelo de Paiva faz à importância que este barco teve.”

Serra da Boneca junto ao Rio Douro1

Serra da Boneca

“Deste ponto (troço 1), na margem oposto do rio, poderá apreciar a beleza da Serra da Boneca. Esta situa-se entre os concelhos de Gondomar e Penafiel, e atinge os 520 m de altitude. No seu topo existe um miradouro natural onde é possível ver as cadeias montanhosas da envolvente. Daqui é possível visualizar na sua base as povoações de Sebolido e Rio Mau, esta última herdando o nome do rio que neste ponto desagua no Douro.”

Moinhos1

“Aqui (troço 1) pode encontrar os antigos moinhos existentes junto à linha de água afluente do Douro. Com uma caminhada de cerca de 300 m poderá visitar o remanescente destes antigos moinhos. Aproveite para se deixar imbuir na frescura da linha de água e da vegetação ribeirinha que acompanha o fundo do vale.”

Monumentos e locais de interesse em Castelo de Paiva1

“Para além dos moinhos que se tem oportunidade de vislumbrar no percurso Viver o Douro, o concelho de Castelo de Paiva possui outras estruturas e locais de elevado valor arquitetónico e vernacular que poderá visitar. Distribuídos pelo concelho podem-se encontrar edifícios, lugares e monumentos que nos contam histórias do passado e nos elucidam acerca das origens da população paivense.

Alguns desses monumentos e locais são:

  • Centro Histórico de Castelo de Paiva
  • Chafariz do Sobrado
  • Quinta da Boavista
  • Quinta da Fisga
  • Aldeias de Xisto de Midões e Gondarém (possíveis de visitar ao longo do percurso Viver o Douro)
  • Portal da Serrada
  • Pelourinho de Raiva
  • Anjo de Portugal
  • Pia dos Mouros
  • Marmoiral de Sobrado
  • Mamoas de Carvalho Mau
  • Capela de São Domingues
  • Capela da Senhora das Amoras
  • Igreja Paroquial de Real e esculturas do Adro”

Fauna e Flora do Rio Douro1

Medronhos

No primeiro troço era tal a profusão de medronhos que o trilho poderia tomar o seu nome. Este fruto maduro de cor avermelhada estava a fazer as delicias de toda a passarada que deles se alimentavam, esvoaçando em bandos assustadiços à nossa passagem. Este dia outonal estava de feição para apreciar as cores e quedas das folhas dos carvalhos e do que resta da floresta autóctone original. Até aqui o eucalipto chegou, só as margens mais aproximadas da água e algumas bolsas resistiram.

“No Vale do Douro as florestas autóctones seriam naturalmente dominadas pelo Sobreiro e pelo Carvalho-alvarinho, formando bosques climácticos capazes de albergar uma diversificada fauna. A silvicultura de eucalipto alterou significativamente a paisagem da região nas últimas décadas, restando ainda algumas manchas de vegetação autóctone, nomeadamente nas zonas mais encaixadas dos vales, e em antigas áreas agrícolas abandonadas. A diversidade de flora é grande, e nas encostas junto ao Douro são muito frequentes o Lódão-bastardo, o Medronheiro e o Pilriteiro, juntamente com alguns endemismos da Península Ibérica.

Este mosaico de paisagem, incluindo o dos afluentes do Douro, é a casa de diversificada avifauna onde se inclui o corvo-marinho-de-fazes-brancas, o pica-pau-malhado-grande, o pisco-de-peito-ruivo ou o pintassilgo.

Destaca-se ainda anfíbios como o lagarto-de-água, o sapo-comum, a rã-verde, a salamandra-de-pintas-amarelas, e ainda mamíferos dentro dos quais o esquilo, o javali, a lontra ou a gineta, sendo estes últimos mais difíceis de observar.

O guarda-rios, belíssimo pássaro com penugem laranja e azul forte, voa ao longo dos afluentes do Douro para se alimentar e refugiar. Neste local existe ainda uma das libélulas mais raras da Europa, a macrómia, que aqui encontra condições para completar o seu longo cinclo de vida.” 

O Vinho do Porto aliado ao desenvolvimento turístico1

“O Rio Douro marcou a paisagem, a cultura e a economia dos territórios que atravessa. Desde a importância que tem na produção e comercialização do vinho do Porto até à importância para o desenvolvimento turístico, modelando a paisagem do Alto Douro Vinhateiro, o Douro Verde e Baixo Douro. Ao longo do seu leito é possível fazer cruzeiros, onde se tira partido de toda a paisagem e tranquilidade existentes. As suas encostas são palco de estradas com alguns dos mais belos miradouros do mundo.

A pesca desportiva no Rio Douro1

“A pesca desportiva no Rio Douro é uma modalidade com inúmeros adeptos, que aproveitam o cenário magnifico, instalando-se ao longo das margens. Aqui é possível pescar peixes como o borbo, a enguia, a lampreia, o sável, entre muitos outros.”

A paisagem agrícola de Castelo de Paiva famosa pelos vinhos verdes1

“O concelho é especialmente conhecido pelos vinhos verdes de elevada qualidade. As encostas do Douro e do Paiva foram, e continuam a ser, cultivadas com vinha que todos os anos leva até às nossas mesas o vinho verde. Como celebração dessa importância, a Feira do Vinho Verde decorre no primeiro fim de semana de julho, sendo um momento importante para o concelho.

A agricultura de minifúndio marcou durante muitos anos a paisagem do concelho, para consumo próprio e venda. Junto com as hortícolas, todo o agricultor possuía um pequeno pomar e vinha, o que providenciava uma paisagem extremamente rica. Com as praticas tradicionais e a incorporação de matéria orgânica, os solos foram enriquecendo ao longo dos anos.”

Necrópole de Gondarém1

“A Necrópole de Gondarém é um monumento funerário Romano. Durante os trabalhos de agricultura em 1950, um arado de tração animal levantou alguma lajes e xisto que provavelmente correspondiam a tampas de uma antiga sepultura. Sob as mesmas foram identificados diversos objetos cerâmicos, tais como uma tigela de produção Terra Siggillata Hispânica Drag. 27, um copo de vidro decorado, fragmento de vidro e alguns fragmentos de color (contas de colar).

Este material foi recolhido pelo proprietário da Quinta do Pedregal (freguesia de Sardoura) que nessa época guardava todo o espólio arqueológico da região.”

Aldeia de Xisto de Gondarém - Castelo de Paiva1

Aldeia de Xisto de Gondarém - Castelo de Paiva

“Estas aldeias construídas em xisto são preservadas pelas poucas pessoas que ainda cá habitam.” Já estávamos a regressar quando em Gondarém um casal, que vive numa casa e paisagem de sonho, nos ofereceu café, entabulamos um interessante conversa sobre a vida, a sua região e dificuldades e nos manifestaram a sua insatisfação pela falta de eletricidade pública em alguns caminhos da povoação.

Aldeia de Xisto de Midões1

Aldeia de Xisto de Midões

Esta é uma pequena aldeia muito bonita, com o seu casario em xisto, cais requalificado e na berma ribeirinha é possível encontrar castanheiros e nogueiras. Em nenhuma destas duas aldeias existe um café ou restaurante para retemperar forças, por isso vá preparado com água e comida.  

O casal romântico de Midões

Augusto Rente e Cristina Nápoles, no Cais de Midões - Castelo de Paiva

Esta aldeia de Midões tem um vista soberba sobre a Serra Amarela e Rio Douro, quando o sol  ilumina este vale, parece que a própria luz rejubila de felicidade. "Midões possui um cais e fantásticas vistas sobre as dobras quartzíticas na Serra Amarela formadas há mais de 400 milhões de anos, no fundo dos oceanos."1

No Cais do Rio Douro desta aldeia de Midões, alheios ao espaço-tempo, aproveitando a energia e dia fantásticos, encontramos o casal, Augusto Rente e Cristina Nápoles, de São Mamede Infesta. Este par romântico saboreava a vida, almoçando uma refeição bem portuguesa, numa mesa instalada em pleno cais, balançando ao sabor das ondas dos cruzeiros e barcos de recreio. Naquela calmaria, junto ao rio bebiam do sol o refresco das águas, um jarro florido denunciava o toque feminino. Em cima da mesa uma travessa de castanhas assadas aguardava, o prato principal é claro tinha sido bacalhau. Como os espíritos da natureza se encontram, a conversa navegou e acabamos todos a brindar com delicioso porto, daquele caseiro do lavrador. Fosse o rio de vinho do Porto e que santas mortes muitos voluntariamente teriam, nós seriamos os primeiros a mergulhar. Pudéssemos imobilizar o tempo ou compor um poema e este seria o tema eleito.  

Galeria ripícola e vegetação da encosta1

“As margens e íngremes encostas do Rio Douro são fortemente caracterizadas pela presença de socalcos que se desenvolvem ao sabor da inclinação natural. A pratica da agricultora e implementação de vinha são os principais responsáveis por este retrato singular ao longo de todo o Douro. No entanto podemos encontrar áreas de floresta, sendo mais predominantes da foz do Douto até ao início do Alto Douro. Nesta região, também denominada de Douro Verde é possível encontrar nas áreas com menor intensidade de produção de eucalipto, floresta autóctone preservada, nomeadamente:”

Vegetação nas encostas do Rio Douro1

  • Carvalho-alvarinho
  • Castanheiro
  • Loureiro
  • Sobreiro
  • Bordo
  • Medronheiro
  • Pilriteiro
  • Azevinho
  • Folhado
  • Gilbardeira

Vegetação ribeirinha do Rio Douro1

  • Amieiro
  • Amieiro Negro
  • Choupo
  • Salgueiro-negro
  • Jarro-dos-campos
  • Feto fêmea
  • Feto-real
  • Aveleira

Mapa dos três troços "Viver o Douro" previstos

Mapa dos três troços

Na imagem é possível observar que entre a Praia do Choupal e o Hotel há um corte, percurso assinalado a vermelho, contudo é possível fazer o trajeto por um pequeno trilho até ao hotel. Só depois do último miradouro da Aldeia de Midões é que não podemos avançar mais, este percurso até Santa Maria de Sardoura não está concluído.

A Tasca da Maria Macedo

Em 2018 andamos a pedalar por Castelo de Paiva, Raiva e Pedorido. Nesta última localidade fomos matar a sede à “Tasca da Maria Macedo”, que era ajudada pelo senhor António Rodrigues, ambos septuagenários. Quisemos novamente visitar este espaço, mas estava fechado e acabamos por saber com tristeza que ambos já repousam em paz.

Leia também:  A tasca da Maria Macedo

Foz do Rio Arda - Pedorido - Castelo de Paiva2

Foz do Rio Arda - Pedorido - Castelo de Paiva

Não deixe Pedorido sem olhar o Rio Arda, do cimo da ponte sobre a EN 222, a montante poderá ver uma antiga ponte que anda a ser restaurada, a jusante o rio despede-se na sua foz no Rio Douro. "De onde o ribeiro de Gondim, o rio Marialva e a ribeira de Silvares se juntam, para dar origem ao rio Arda, ninguém dirá que este curso de água irá estender-se por 30 quilómetros, até desaguar no Douro. O Arda sempre marcou a paisagem arouquense, orgulhosa do seu rio, moldando e regando as margens, que sempre tiveram fama de fertilidade, a começar pelas terras do Mosteiro de Arouca. Aí, até o moinho e o lagar de azeite não dispensavam as suas águas. Mais à frente, junta-se também a este correr, o rio Urtigosa, de sul para norte, numa viagem até Pedorido (Castelo de Paiva)." 2 

A ponte sobre o Rio Arda está a ser reabilitada

Ponte sobre o Rio Arda - Pedorido - Castelo de Paiva

Em Pedorido a antiga ponte desativada sobre o Rio Arda, que estava degradada, está agora a ser restaurada. Foram três anos da nossa vida e do projeto, tão pouco tempo e tantas mudanças, ficam as memórias, as pessoas com quem nos cruzamos e os momentos. Em 2018, marcou-nos os copos de verde que bebemos com gente do povo na “Tasca da Maria Macedo”, em 2021, o vinho do Porto no Cais de Midões.

Procuramos na natureza o sentido da vida, esta demanda é trabalhosa até lá empreendemos a maior das práticas trabalhando o espírito.     

Fonte: 1-“Percurso Viver o Douro” – Município de Castelo de Paiva 2-aroucageopark.pt
Créditos: Texto Ondas da Serra, com exceção do que está em itálico e com indicação dos créditos.
Fotos: Ondas da Serra

Leia também: Pedalando por Pedorido e Castelo de Paiva

Galeria de fotos dos passadiços panorâmicos do Rio Douro - Castelo de Paiva

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Autor

Ondas da Serra

Ondas da Serra® é um Orgão de Comunicação Social periódico, distribuído electronicamente, que visa através da inserção de notícias, promover a identidade regional, o turismo, e a divulgação/defesa do património natural, arquitectónico, pessoas, animais e tradições, dos concelhos da região norte do distrito de Aveiro, nomeadamente: Ovar, Santa Maria da Feira, Espinho, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e Arouca e do forma mais geral dos restantes municípios do distrito.

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