Passadiços da Ria de Aveiro vendo aves e velhas salinas Novos passadiços da Ria de Aveiro Ondas da Serra

Passadiços da Ria de Aveiro vendo aves e velhas salinas

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Em 2018, debaixo duma forte borrasca, com grossos mares a fustigar-nos a alma, embarcarmos rumo aos novos Passadiços da Ria de Aveiro. A autarquia aproveitando as potencialidades da Ria, construiu uma via pedonal e ciclável, que coloca o visitante em contacto direito com a laguna, fauna e flora duma forma harmoniosa. Regressamos em 2022, aproveitando a bonança para navegar pelas suas riquezas, descobrir novas terras, que reclamamos para o nosso povo e as vamos apresentar, desta feita com a bênção dos outrora irados Deuses.

Novos Passadiços da Ria de Aveiro

Novos passadiços da Ria de Aveiro

Os portugueses estão a regressar à natureza e esta será a razão principal do sucesso destes percursos, onde os passadiços predominam. Este troço tem cerca de sete quilómetros de extensão, começando perto do final do Canal de São Roque e terminando no lugar de Vilarinho - Estarreja.

O Ondas da Serra fez este percurso de bicicleta, do seguinte modo: Fomos de comboio até Aveiro, descemos a Avenida Lourenço Peixinho, paramos para visitar o Jardim do Rossio, junto ao Canal Central e analisar a polemica que está instalada, porque uma parte dele foi destruída, para entre outras coisas em nome duma requalificação, construírem um parque de estacionamento subterrâneo.

Distância dos Passadiços da Ria de Aveiro

A distância completa dos Passadiços da Ria de Aveiro é de 7,5 km (15 km ida e volta), podendo ser percorridos de forma linear, em ambos os sentidos, entre o Cais da Ribeira de Esgueira e a localidade de Vilarinho, perto da conhecida Ponte Caída, por onde passa o Rio Novo do Príncipe, continuação do Rio Vouga. Se desejar pode também começar o percurso junto do Canal de São Roque em Aveiro.

O começo dos Passadiços da Ria de Aveiro

Novos passadiços da Ria de Aveiro - Ponte pedonal sobre o canal de São Roque - Aveiro

Começamos esta viajem junto ao Canal de São Roque e a nossa ideia inicial era visitar também as aldeias que ficam perto do percurso, Mataduços, Póvoa do Paço e Vilarinho, mas a intempérie não o permitiu, mas havemos de regressar.

Quando saímos em Vilarinho, fomos para nascente em direção a Sarrazola, por um caminho paralelo ao Rio Novo do Príncipe, que começa junto à Ponte Caída. As margens do rio estão infestadas de Jacintos e a corrente trazia centenas destas plantas que a força da corrente tinha arrancado. Nesta localidade e como a chuva já nos tinha molhado até aos ossos, fomos para o apeadeiro de Cacia ali próximo e regressamos Ovar de comboio.  

Durante o percurso, o Adamastor não permitiu que víssemos ninguém nos passadiços e as aves pareciam ficarem admiradas por verem tão bravos marinheiros. Por vezes o trilho caminha sobre as águas e o visitante sente o coração dum habitat repleto de biodiversidade.

Canal de São Roque - Ladeado de icónicas pontes e antigos armazéns de sal

Canal de São Roque - Ria de Aveiro

Ao percorrer a pista ciclável junto do Canal de São Roque, pode apreciar icónicas pontes pedonais com antigos e modernos estilos arquitetónicos e ver passar os antigos mercantéis em animados passeios turísticos. No final terá que passar por debaixo do viaduto da A25, pedalar algumas centenas de metros paralelo a esta via e no final virar à esquerda em direção ao Cais da Ribeira de Esgueira, onde começam os Passadiços da Ria de Aveiro.

"Ao longo do Canal de S. Roque pode desfrutar-se de um ambiente verdejante junto a um local emblemático da cidade, de um lado a Ria e do outro, o apelidado bairro à Beira Mar onde se situavam armazéns de sal. Esta zona, reabilitada recentemente, apresenta equipamentos que possibilitam desfrutar com qualidade de uma zona pedonal e ciclável junto a uma das imagens mais típicas de Aveiro." 1

A Ria de Aveiro é na verdade uma laguna

Novos passadiços da Ria de Aveiro - Bateira num canal da Ria de Aveiro

A Ria de Aveiro é na realidade uma laguna costeira, constituída por diversos canais e ilhas onde se encontram e misturam as águas provenientes do meio fluvial, com destaque para o Rio Vouga, e do meio marinho. Com cerca de 50 km de cumprimento, entre Ovar e Mira e uma largura máxima de 10 km, é o maior sistema lagunar de Portugal, encontrando-se separada do mar por uma estreita faixa de areia. A comunicação com o Oceano faz-se por intermédio de uma abertura artificial – Barra do porto de Aveiro, a qual é mantida no mesmo local desde 1808.

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Cais da Ribeira de Esgueira - Ria de Aveiro2

Cais da Ribeira de Esgueira - Ria de Aveiro

Os Passadiços da Ria de Aveiro começam junto do Cais da Ribeira de Esgueira, onde tem muito espaço para estacionar o automóvel nas imediações se pretender viajar desta forma para este local. 

"Localizado no esteiro de Esgueira, sector da Ria de Aveiro que estabelece continuidade à Ribeira de Esgueira, sendo este um dos canais que se estendem a partir da zona norte da cidade de Aveiro. Este canal teria uma importância fundamental para o antigo concelho de Esgueira que, recebendo o seu primeiro foral em 1110, reforçado por um manuelino em 1515, deteve o estatuto de município até à sua anexação a Aveiro em 1836.

O decair da relevância deste município acompanhou o assoreamento da Ria, que afastou gradualmente a navegabilidade do canal na direção oposta ao povoado localizado no Outeiro, junto ao fontanário de 1675. Augurando um rejuvenescimento do canal da Ribeira de Esgueira, foi recentemente construído um cais para o século XXI que serve de ponto de partida a quem se lança à descoberta deste troço do passadiço.

Ao longo desta estrutura de madeira, para além de ter oportunidade de apreciar o canal e o extenso plano de água criado durante a maré cheia, poderá observar as variações existentes entre os sapais altos e baixo e as diferentes formas de utilização da rica biodiversidade desta área." 2 

O regresso aos Passadiços da Ria de Aveiro

Passadiços da Ria de Aveiro

Depois desta primeira visita com mau tempo em 2018, regressamos finalmente com bom tempo em 2022. Fizemos novamente um percurso de bicicleta entre Ovar e Aveiro, pelo lado nascente e menos conhecido da ria, terminando nos Passadiços da Ria de Aveiro, regressando à nossa terra de comboio. Chegamos aos mesmo num radioso fim de tarde, aproveitando a boa luz para as fotos, mas sem a maré favorável, não se pode ter tudo. Estes percursos são sempre especiais, por trilhos que nunca param de nos surpreender, bem como algumas aves que levantam voo esbaforidas, por felizmente não estarem acostumadas à presença humana.  

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Fauna dos Passadiços da Ria de Aveiro

Flamingos no Canal da Murtosa - Ria de Aveiro

As espécies mais comuns que pode encontrar junto dos passadiços, potenciado pelo uso de binóculos são: Pilrito-comum, Flamingo, perna-Longa, Águia-sapeira, Casulo e o Lagarto de Água.

“Do ponto de vista ornitológico, motivo pelo qual foi classificada como Zona de Proteção Especial, a Ria de Aveiro abriga durante o Inverno, mais de 20.000 aves migradoras, entre as quais sobressaem os inúmeros bandos de aves limícolas que frequentam as salinas e os lodaçais e areais a descoberto na maré baixa.

Durante a Primavera muitas são as espécies que dependem dos biótopos da Ria para se reproduzirem. Entre as espécies de aves que ocorrem na Ria, destacam-se entre muitas outras: Pilrito-comum, Perna-longa, Andorinha-do-mar-anã, o Flamingo, Águia-pesqueira, Milhafre negro, a Fuinha dos juncos, Garça-branca-pequena, Guincho e o Rouxinol-pequeno-dos-caniços.

No entanto a Ria não são só aves, sendo igualmente reconhecida pela importância que tem para a conservação de outras espécies de fauna protegidas ao abrigo da Diretiva Habitats.

Entre estas destacam-se os peixes migradores como a Lampreia, o Sável e a Savelha que, crescendo no mar, entram na Ria e sobem o rio Vouga para se reproduzirem. Além dos peixes, a Lontra, a Rã de focinho pontiagudo e o Lagarto de água, são uma constante nas zonas ribeirinhas mais afastadas da Barra.

Outras há que não estando protegidas pelas Diretivas Europeias favorecem complexas relações interespecíficas existentes na Ria e contribuem para o elevado valor socioeconómico da laguna, na medida em que são exploradas comercialmente, destacando-se a Enguia, o berbigão e o casulo.” 3

Flamingo - Uma ave que fez da Ria de Aveiro a sua casa3

“Esta ave cada vez mais presente na Ria de Aveiro alimenta-se de pequenos invertebrados aquáticos como moluscos, crustáceos, anelídeos e insetos. Em adulto tem plumagem rosa, mas enquanto é jovem tem uma plumagem acinzentada e depois branca. O bico, curto e grosso, apresenta a ponta virada para baixo, tem porte majestoso podendo atingir 150 cm de altura.” 3

Água-Sapeira - Perscrutando os céus em busca de presas3

“Ave de rapina de porte médio observável em zonas húmidas que se alimenta principalmente de pequenos mamíferos e aves. É uma ave territorial mesmo fora da época de reprodução, não tendo tendência para se juntar em grupos.” 3

Flora dos Passadiços da Ria de Aveiro

Caniços na Ria de Aveiro

As espécies mais comuns que pode encontrar junto dos passadiços são:

  • O Bunho. Habitat: Lugares pantanosos e húmidos, lagoas e pequenos riacho;
  • Junco-das-Esteiras. Habitat: Frequente em zonas sob influência marítima. Muito frequente no sapal;
  • Gramata. Habitat: Locais salgadiços do litoral, sapais, margem das salinas;
  • Morraça: Habitat: Planta típica do Sapal;
  • Salicórnia: Habitat: Locais húmidos e salgados do litoral, sapais e salina;
  • Caniço. Habitat: Locais húmidos, margens dos rios, lagoas e valas.

“Nesta área da Rede Natura 2000 estão presentes diversas comunidades vegetais de transição e terrestres como são exemplos as comunidades psamófilas das dunas litorais fundamentais para a fixação das areias e para a proteção da própria Rua de Aveiro, as comunidades higrófilas das galerias ripícolas existentes nos cursos de água doce que desaguam na Ria - essenciais nas proteção das margens dos cursos de água e campos adjacentes e as comunidades que formam o ‘Bocage’ o qual constitui um mosaico rural totalmente gerido pelo homem e fundamental ao agro-sistema do Baixo Vouga Lagunar.

Para além destas, destacam-se as comunidades vegetais aquáticas que sofrem influencia direta das marés como são exemplo os ‘Prados Salgados Atlânticos’ denominado maioritariamente pelo junco e cateterístico para a inclusão da Ria na Lista Nacional de Sítios, os matos halófitos mediterrânicos e termoatlânticos, compostos por espécies de arbustos suculentos e plantas vivazes do sapal e os lodaçais cobertos por espécies de flora que crescem sobre o leito da Rua e de onde tradicionalmente se recolhia o moliço.” 3

Os dizeres populares como “andar à rola” acompanham o visitante

O percurso tem alguns troços em terra batida, pontes e bancos em madeira, com bonitos dizeres populares, que remetem para os costumes locais, “andar à rola”, “andar à vala”, ou “andar à sirga”. Por vezes há reentrâncias pela laguna que convidam o visitante a parar e observar.

Como não podia deixar de ser, as bateiras vão aparecendo ancoradas à espera do pescador que as leve para a faina. Os seus coloridos tons quentes, equilibram a palete de quem pinta a paisagem.

Durante o trajeto surgem painéis da distancia a Estarreja, esta via integra uma rede de percursos do programa Polis Ria, com uma dimensão total de 48 quilómetros. Já foram concluídos este percurso e o que liga Vagos a Mira, com 25 quilómetros. Falta concluir a ligação de Sarrazola até aos percursos da BioRia em Salreu. Depois desta ligação concluída, os mais resistentes podem continuar o passeio através da Ribeira de Veiros, que começa junto à estação da CP de Estarreja. Esta Ribeira vai até à Murtosa, onde a Ciclovia o pode levar até Ovar e continuar para norte pela ciclovia da Floresta, passar a Barrinha de Esmoriz pela nova ponte e seguir pela Ecopista do Atlântico até Espinho.

Pelo percurso foram colocados também vários painéis informativos onde o visitante pode saber mais sobre a Ria de Aveiro, Habitats, Leito da Ria, Sapal, Caniçal, Salinas e Espécies da Ria de Aveiro. Estes passadiços foram construídos numa área classificada como “Zona de Proteção Especial”, sendo um local privilegiado para os amantes do “birdwatching”.

Ponte Caída - Vilarinho

Ponte Caída - Vilarinho

A ponte caída de Vilarinho, originalmente tinha cerca de 80 metros de cumprimento, tendo sido inaugurada em 23-02-1992. A sua construção foi feita em conjunto pelo Governador Civil de Aveiro, Gilberto Madail, Câmara Municipal de Aveiro e Junta de Freguesia de Cacia. Esta obra veio responder a várias queixas dos agricultores das zona, para poderem aceder aos seus terrenos de cultivo do outro lado do rio, “atendendo a várias exposições feitas por agricultores da zona para facilitar o acesso a campos de que eram proprietários na outra margem do Rio Novo do Príncipe, um canal artificial aberto no século XIX para encurtar a distância do Rio Vouga em direção ao mar. Durante a noite de 4 de janeiro de 2014, uma enxurrada levou esta ponte que dava acesso aos campos em Vilarinho, Aveiro.” 4

Atualmente resta no local os fragmentos que lhe deram fama e uma placa da sua efémera construção, relembrando ao homem que se dominou e construiu este canal as águas contudo continuam a ser livres, fossem assim as pessoas.  

Rio Novo do Príncipe - Vilarinho2

Rio Novo do Príncipe - Vilarinho

“O leito largo do rio, as suas margens bem vegetadas e a ausência de atividades humanas intensivas fazem desta extensão um local tranquilo. Estas margens são, de facto, um bom local para nos demorarmos a ver e ouvir a grande diversidade de animais que aqui habitam: Galeirões, dentro de água, Guarda-rios voando velozmente rente às margens, e Chapins-carvoeiros nas árvores que bordejam o rio. Com sorte, até uma Lontra a caçar dentro de água.

De facto, é difícil apercebermo-nos que este rio é na verdade, um canal artificial construído no inicio do século XIX para melhorar a utilização agrícola dos terrenos envolventes, Estes eram frequentemente alagados, pelo que surgiu a necessidade de construir um novo e largo canal que escoasse rapidamente as águas do Rio Vouga em altura de maior caudal. Assim, surgiu o ‘Rio Novo’, que desvia o troço final do Vouga do seu curso original. Tem quase cinco quilómetros de extensão, desde Sarrazola (Cacia) até à sua nova foz, na Cale do Espinheiro, na Ria de Aveiro.” 2

Ria de Aveiro – A musa da nossa inspiração

Pôr-do-sol na Ria de Aveiro

A Ria de Aveiro é uma das musas que nos inspirou para a criação do Ondas da Serra, no dia em que a contemplávamos do cimo da Serra de Montemuro. Recentemente ganhou novo animo com a criação da “Grande Rota da Ria de Aveiro”, para caminhar, pedalar e navegar. Nós perdemo-nos nos seus infindáveis trilhos, comtemplando a natureza e as suas belas criações. Já temos um caiaque para nos aproximarmos do seu coração de forma subtil e habilitações legais para conduzir embarcações a motor, mas tudo a seu tempo que ela felizmente não foge, assim a soubermos proteger.

Créditos e Fontes pesquisada:

Texto: Ondas da Serra com exceção do que está em itálico e devidamente referenciado.
Fotos: Ondas da Serra. 

1 - rotadabairrada.pt
2 - Grande Rota da Ria de Aveiro
3 - Câmara Municipal de Aveiro
4 - rtp.pt

Vídeo dos novos Passadiços da Ria Aveiro

Galeria de fotos dos novos Passadiços da Ria Aveiro

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Autor

Ondas da Serra

Ondas da Serra® é um Orgão de Comunicação Social periódico, distribuído electronicamente, que visa através da inserção de notícias, promover a identidade regional, o turismo, e a divulgação/defesa do património natural, arquitectónico, pessoas, animais e tradições, dos concelhos da região norte do distrito de Aveiro, nomeadamente: Ovar, Santa Maria da Feira, Espinho, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e Arouca e do forma mais geral dos restantes municípios do distrito.

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