Passadiços de Aveiro em harmonia com a ria Novos passadiços de Aveiro

Passadiços de Aveiro em harmonia com a ria

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Debaixo duma forte borrasca, com a chuva e o vento a fustigar-nos fomos ao encontro dos novos passadiços de Aveiro. A autarquia aproveitando as potencialidades da Ria, construiu um via pedonal e ciclável, que coloca o visitante em contacto direito com a laguna, a fauna e flora duma forma harmoniosa.

Passadiços de AveiroOs portugueses estão a regressar à natureza e esta será a razão principal do sucesso destes percursos, onde os passadiços predominam. Este troço tem cerca de sete quilómetros de extensão, começando perto do final do Canal de São Roque e terminando no lugar de Vilarinho - Estarreja.

O Ondas da Serra fez este percurso de bicicleta, do seguinte modo: Fomos de comboio até Aveiro, descemos a Avenida Lourenço Peixinho, paramos para visitar o Jardim do Rossio, junto ao Canal Central e analisar a polemica que está instalada, porque uma parte dele foi destruída, para entre outras coisas em nome duma requalificação, construírem um parque de estacionamento subterrâneo.

Começamos esta viajem junto ao Canal de São Roque e a nossa ideia inicial era visitar também as aldeias que ficam perto do percurso, Mataduços, Póvoa do Paço e Vilarinho, mas a intempérie não o permitiu, mas havemos de regressar.

Quando saímos em Vilarinho, fomos para nascente em direção a Sarrazola, por um caminho paralelo ao Rio Vouga, que começa junto à Ponte Caída. As margens do rio estão infestadas de Jacintos e a corrente trazia centenas destas plantas que a força da corrente tinha arrancado. Nesta localidade e como a chuva já nos tinha molhado até aos ossos, fomos para o apeadeiro de Cacia ali próximo e regressamos Ovar de comboio.  

Durante o percurso, o Adamastor não permitiu que víssemos ninguém nos passadiços e as aves pareciam ficarem admiradas por verem tão bravos marinheiros. Por vezes o trilho caminha sobre as águas e o visitante sente o coração dum habitat repleto de biodiversidade.

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O percurso tem alguns troços em terra batida, pontes e bancos em madeira, com bonitos dizeres populares, que remetem para os costumes locais, “andar à rola”, “andar à vala”, ou “andar à sirga”. Por vezes há reentrâncias pela laguna que convidam o visitante a parar e observar.

Como não podia deixar de ser, as bateiras vão aparecendo ancoradas à espera do pescador que as leve para a faina. Os seus coloridos tons quentes, equilibram a palete de quem pinta a paisagem.

Durante o trajeto surgem painéis da distancia a Estarreja, esta via integra uma rede de percursos do programa Polis Ria, com uma dimensão total de 48 quilómetros. Já foram concluídos este percurso e o que liga Vagos a Mira, com 25 quilómetros. Falta concluir a ligação de Sarrazola até aos percursos da BioRia em Salreu. Depois desta ligação concluída, os mais resistentes podem continuar o passeio através da Ribeira de Veiros, que começa junto à estação da CP de Estarreja. Esta Ribeira vai até à Murtosa, onde a Ciclovia o pode levar até Ovar e continuar para norte pela ciclovia da Floresta, passar a Barrinha de Esmoriz pela nova ponte e seguir pela Ecopista do Atlântico até Espinho.

Pelo percurso foram colocados também vários painéis informativos onde o visitante pode saber mais sobre a Ria de Aveiro, Habitats, Leito da Ria, Sapal, Caniçal, Salinas e Espécies da Ria de Aveiro. Estes passadiços foram construídos numa área classificada como “Zona de Proteção Especial”, sendo um local privilegiado para os amantes do “birdwatching”.

Ria de Aveiro: A Ria de Aveiro é na realidade uma laguna costeira, constituída por diversos canais e ilhas onde se encontram e misturam as águas provenientes do meio fluvial, com destaque para o Rio Vouga, e do meio marinho. Com cerca de 50 km de cumprimento, entre Ovar e Mira e uma largura máxima de 10 km, é o maior sistema lagunar de Portugal, encontrando-se separada do mar por uma estreita faixa de areia. A comunicação com o Oceano faz-se por intermédio de uma abertura artificial – Barra do porto de Aveiro, a qual é mantida no mesmo local desde 1808.

Espécies da Ria de Aveiro: A Ria de Aveiro abriga, durante o Inverno, mais de 20.000 aves migradoras, entre as quais sobressaem os inúmeros bandos de aves limícolas que frequentam as salinas e os lodaçais e areais a descoberto na maré baixa. Entre as espécies de aves que ocorrem na Ria, destacam-se entre muitas outras: Pilrito-comum, Perna-longa, Andorinha-do-mar-anã, o Flamingo, Águia-pesqueira, Milhafre negro, Fuinha dos juncos e Garça-branca-pequena.”

 

 

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Ondas da Serra

Ondas da Serra® é um Orgão de Comunicação Social periódico, distribuído electronicamente, que visa através da inserção de notícias, promover a identidade regional, o turismo, e a divulgação/defesa do património natural, arquitectónico, pessoas, animais e tradições, dos concelhos da região norte do distrito de Aveiro, nomeadamente: Ovar, Santa Maria da Feira, Espinho, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e Arouca e do forma mais geral dos restantes municípios do distrito.

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