PR1 – Rota do Linho

Classifique este item
(0 votos)

No dia 30 de julho fomos a Albergaria-a-Velha calcorrear o PR1 – Rota do linho e o PR2 – Rota dos três rios. Apesar de termos chegado cedo as fotografias e conversas levaram que a parte final do PR2 tivesse que ficar para outro dia. Por outro lado não nos importamos porque essa parte do percurso com cerca de 4,1 quilómetros junto às margens do Rio Fílveda, requer tempo e contemplação.

Há várias razões que nos levam a percorrer os trilhos deste distrito, a nossa paixão pelas pessoas, natureza e ver os resquícios de quando o homem dependia em exclusivo da agricultura para sobreviver.

Mas esta caminhada foi especial porque tivemos a companhia duma mulher da nossa equipa que possui uma sensibilidade diferente para outras questões nomeadamente conhecimento de ervas aromáticas, chás e natureza humana. Como habitualmente encontramos alguns agricultores que prontamente acederam a falar connosco para contarem um pouco das suas vidas. As conversas que tivemos com estes homens e mulheres ficarão reservadas para outro tipo artigo muito do agrado dos nossos leitores “Rostos”. Algumas destas paragens foram particularmente emotivas porque em muitos recantos e corações reina a solidão.

Ambos os trilhos estão bem sinalizados, o PR1 é um percurso de pequeno de rota circular, que começa e acaba junto ao  Centro de Atividades Radicais e Ambientais de Vilarinho de S. Roque. Este é um trilho fácil de fazer e que leva cerca de 2 hora a percorrer e fica situado na aldeia atrás referida e faz parte das "Aldeias de Portugal".

Neste percurso o caminhante irá passar pelo interior da aldeia acima referida e junto à Capela de São Roque. Os seus caminhos são caraterizados por um ambiente rural, composto por alguns campos cultivados com milho, feijão e outras pequenas culturas. Também se observam muitos terrenos abandonados e casas em ruinas, sinais que remetem de imediato para a desertificação do interior.

Continuando a caminhar junto ao rio encontram-se os Moinhos do Regatinho em bom estado de conservação. Por todo o lado se encontram pequenas levadas, algumas com água e outras já secas que outrora cumpriram a sua tarefa de irrigar os campos para dar o pão nosso de cada dia aos povos de outras eras.  

Se o desejar pode levar uma boa merenda ou até algo para grelhar porque a meio deste percurso irá encontrar um excelente parque de merendas situado num pequeno vale rodeado de vegetação luxuriante, mesas, assadores e no fim pode refrescar-se no rio.

Em relação ao nome do percurso “Rota do Linho” efetivamente encontramos um pequeno terreno que indicava que ali estavam plantados ou já foram colhidas esta planta que era utilizada antigamente para a confeção de tecidos.

Gostamos de caminhar pois só assim estamos atentos aos pequenos microcosmos dos insetos, plantas, flores, cheiros e sonoridades que se encontram em abundância nestas margens ribeirinhas.

Download do desdobrável do percurso.

 

 

Leiam também os nosso artigos sobre:

  • PR2 - Rota dos três rios, parte um, artigo;
  • PR2 - Rota dos três rios - parte dois, artigo;
  • PR2 - Vida de Inseto - artigo;
  • Rostos de Albergaria-a-Velha - parte um, artigo;
  • Rostos de Albergaria-a-Velha - parte dois, artigo.
Lida 1068 vezes

Autor

Ondas da Serra

Ondas da Serra® é um Orgão de Comunicação Social periódico, distribuído electronicamente, que visa através da inserção de notícias, promover a identidade regional, o turismo, e a divulgação/defesa do património natural, arquitectónico, pessoas, animais e tradições, dos concelhos da região norte do distrito de Aveiro, nomeadamente: Ovar, Santa Maria da Feira, Espinho, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e Arouca e do forma mais geral dos restantes municípios do distrito.

Itens relacionados

Entre Ambos-os-Rios | Uma península fluvial

Localizada no concelho de Ponte da Barca, a freguesia de Entre Ambos-os-Rios, não é uma jangada de pedra, embora a sua península formada pelos rios Lima, Tamente e Froufe pareça ter uma grande vontade de ir conhecer o oceano atlântico lá para os lados de Viana do Castelo.

Pedras Boroas do Junqueiro | As côdeas do povo

A Serra da Freita é dotada de prodígios geológicos, rochas dobradas com milhares de anos, pedras que dão à luz ou são pão para o povo. Lá para os lados do Junqueiro - Arouca, os penedos resolverem tomar forma de boroas para enganar o engenho humano.

Pedras parideiras que dão à luz na aldeia da Castanheira

Quem sobe para a Serra da Freita em Arouca, está longe de imaginar que no seu planalto irá encontrar tantas maravilhas de Portugal, paisagens, gado de raça caprina e bovina apascentar livremente pelos montes, um rico património natural e geológico e as suas aldeias serranas de Albergaria da Serra, Cabaços, Merujal e Castanheira, onde até as inférteis pedras dão à luz e são chamadas parideiras.

Pub