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No ano da graça de 2021, partimos numa epopeia de bicicleta na demanda duma nau, que começou em Vila Nova de Gaia, navegando junto à costa atlântica do litoral norte do Porto, Matosinhos e Vila do Conde. Fomos à descoberta destas terras desconhecidos e ficamos maravilhados com os seu encanto histórico, patrimonial, ambiental e religioso, que vamos partilhar com o nosso reino.

Num dia que ameaçava chuva, imbuídos desta necessidade de mergulhar no interior profundo de Portugal, fomos conhecer Manhouce, do concelho de São Pedro do Sul e distrito de Viseu. Pelos seus caminhos percorremos o PR1 - Rota de Manhouce, conhecemos algumas das suas aldeias e tivemos um vislumbre das riquezas naturais do Maciço da Gralheira.

Ondas da Serra partiu à descoberta um destes dias por terras de Vale de Cambra. Deixamos o carro em Rogê, perto do Centro Cívico e partimos para desbravar terrenos e procurar aventuras. Não fomos de caravela, nem navegamos numa nau, levamos a bicicleta, não levamos varapau. 

O Criador quando chegou a Pardilhó, deveria estar de bom humor, por ter feito tão bonita obra. As terras são baixas e de altitude quase constante, conhecidas por Marinhoas. Estes lugares perto do mar e da ria, formados por terrenos arenosos e aluvião, conferiram uma acentuada identidade regional a Pardilhó, Bunheiro, Murtosa, Monte, Veiros, Torreira e pedaços de Estarreja e Ovar.

A aldeia de Regoufe oferece muitas maravilhas para os amantes da natureza e caminhadas. O próprio local tem muitos pontos de interesse, sendo também ponto de partida para os percursos de Drave (PR 14 – A Aldeia Mágica) e Covêlo de Paivó (PR13 - Na senda do Paivó). O percurso que aqui vamos falar é o que fizemos para Covêlo de Paivó.

O trilho da ponte de ferro começa e acaba em Travassô – Águeda, devendo o seu nome à ponte ferroviária sobre os Rio Velho e Águeda, por onde ainda passa o “Vouguinha”, na linha que liga Aveiro a Sernada do Vouga. Este percurso pode ser feito a caminhar ou de bicicleta.

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