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Ovar

O concelho de Ovar dispõe de uma excelente localização e ótimas acessibilidades. Localizado no Distrito de Aveiro, ocupa uma posição excêntrica no litoral norte, ficando próxima dos maiores centros urbanos do Norte e Centro de Portugal – Porto e Aveiro.

Com uma área total de 160.64 Km2. Integra oito freguesias Arada, Cortegaça, Esmoriz, Maceda, Ovar, S. João, s. Vicente de Pereira e Válega.

Substituindo um antigo concelho extinto, Ovar teve carte de fora dada por D. Manuel I, em 10 de fevereiro de 1514. Terra de lavradores, pescadores, comerciantes e artesãos. Ovar conheceu os rumos da industrialização e urbanização a partir doa anos 50 do século passado.

O desenvolvimento económico não perturbou os hábitos multisseculares, mantendo vivas as tradições do Cantar dos Reis, das Procissões Quaresmais, das festividades de verão e da grande festa popular que é o Carnaval.

O concelho de ovar dispõe de um património natural riquíssimo (a floresta, a Ria e as praias), um importante património arquitetónico e cultural (azulejo e arte sacra), o afamado Pão-de-Ló de Ovar, tudo isto aliado à modernidade de uma rede de acessos privilegiada, várias zonas industriais, comércio e serviços, equipamentos desportivos de qualidade e de uma rede de ecopistas e ciclovias com ais de 40 km de extensão.

É em liberdade pela cidade que Emanuel Bandeira se sente feliz. A sua agenda revela um desejo insaciável por contribuir para que “a melhor cidade do mundo” continue a progredir. Mobiliza o seu tempo em prol deste local com vista privilegiada para o mar. Contamos quatro cidades dentro da cidade de Emanuel, em pleno coração vareiro. Hoje, Esmoriz conta mais uma história sobre Emanuel ou será Emanuel a falar sobre Esmoriz?

Espalhados pela cidade e arredores de Ovar, encontramos fontanários cuja função era dar de beber aos vareiros do concelho. A construção dos parques juntos às frentes ribeirinhas, têm melhorado a recuperação de alguns, mas ainda não é suficiente para evitar que parte do património desapareça. Medimos a saúde destas fontes durante um passeio de bicicleta ao longo de oito quilómetros com muitas derivações. Deixamos uma sugestão para planear uma visita a este património indelével da população de Ovar.

Vamos relembrar novamente um dos nossos lemas “Olhar e Ver, Escutar e Ouvir”. Andávamos nós na foz do Rio Cáster perto da Ribeira de Ovar, como habitualmente para observar aves, quando vimos duas pessoas a colher algo nas margens da Ria de Aveiro, no canal de Ovar, o que seria? Como temos uma curiosidade natural e estamos sempre dispostas apreender, com educação perguntamos o que estavam a fazer. Estavam a colher salicórnia, que são também conhecidos como “sal verde” ou “espargos do mar”.

Numa das nossas viagens resolvemos passear de bicicleta por três concelhos, Ovar, Oliveira de Azeméis e Estarreja. Diz a sabedoria popular que por vezes as pessoas não valorizam as riquezas das suas terras. Isto remete para a questão que tantas vezes abordamos, “olhar e não Ver, escutar sem Ouvir”. Vamos ver como uma simples viagem trivial pode transformar-se em algo especial.

Quem acompanha o nosso projeto sabe que exploramos o nosso distrito principalmente a caminhar ou de bicicleta. Estas são boas formas de não deixarmos escapar certos pormenores importantes da vida real. Esta semana que está a terminar, ao passarmos na Rua dos Lavradores em Válega, vimos sentado numa cadeira na berma da estrada, junto dum pinhal um homem a fazer um cesto em vime. O patriarca duma família de etnia cigana trabalhava em frente algumas precárias barracas onde a sua comunidade vive.

Ovar pode orgulhar-se de ter duas das mais bonitas igrejas do mundo, a de Válega já mereceu a nossa atenção e neste artigo vamos falar um pouco da Igreja de Cortegaça.