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Catitar não pertence ao rol de verbos da generalidade das pessoas para encantar os outros. No entanto, as ilustrações Catita cativam o mundo pela forma elegante como a Rita desenha e cria presentes com consciência. Uma marca para famílias porreiras com um toque de humor, com foco no universo kids. Gostar de pessoas e de coisas é Catita.

Um destes dias passeávamos nós em Rio de Frades - Arouca, depois de mais uma caminhada quando um cão nosso conhecido (Ler: Fuste – História de um cão), surgiu com cara de poucos amigos e deu-nos uns latidos intimidatorios. No entanto desta vez a história foi diferente, porque descobrimos a sua dona ali próximo apascentar umas cabras, numa ribeira confluente ao rio com o mesmo nome da terra.

Nos nossos caminhos pela Rota do Carteiro em Arouca, que liga Rio de Frades a Tebilhão, fomos encontrar uma casa que no meio das outras de pedra granítica, em tons pardos e montanhosos se destacava pela cor dos azulejos colocados que embelezavam as suas fachadas. Ficamos curiosos, batemos à porta na esperança de não sermos corridos à força e tivemos sorte, já que o proprietário interrompeu o seu almoço para nós falar. No interior da casa um fogão a lenha aquecia o lar, cá fora reinava o frio. As paredes estavam cobertas por retratos da sua vida e artefactos pitorescos.

Apesar de a Morte ser a porta da Vida – como está escrito num dos belíssimos painéis azulejares do Cemitério de Ovar –, a perda de um ente querido é sempre um acontecimento difícil de superar. É nestes momentos dolorosos que entram em cena profissionais dedicados que prestam uma série de serviços fúnebres à família enlutada, a qualquer hora do dia, de forma a atenuar a sua dor, como é o caso das simpáticas senhoras da Agência Funerária Celina Soares & Emília Fernandes Lda. O ONDAS DA SERRA foi até ao n.º 49 da Rua Visconde de Ovar, num fim de tarde, e esteve à conversa com estas mulheres de coragem.

Numa destas frias manhãs de outono deslocamo-nos ao lugar de Fuste, que pertence à freguesia de Moldes em Arouca. Chegamos ao local por uma estrada pequena em largura e condições. Os vales das serras ainda estavam cobertos pela neblina matinal, mas o sol prometia chegar por breves horas aos locais mais recônditos.

Ondas da Serra esteve por estes dias à tarde na praia de Cortegaça, onde andamos à fisga de “estórias” de pescadores, que encontramos naquela tarde cinzenta, povoada de chuviscos aqui e além. Junto ao paredão frontal da avenida principal, fomos encontrar alguns homens que se entretinham a pescar. O mar encontrava-se revolto, segundo a opinião bom para uns e mau para outros.

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