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No nosso projeto por vezes andamos na ria, outras nos mares, mas adoramos as montanhas. Por montes e vales, podemos pousar o olhar nas silhuetas curvilíneas e sensuais das paisagens serranas. O som é diferente e as pessoas talvez porque vivam mais isoladas, são mais calorosas. É por isto que Arouca nos atrai, mesmo depois dos incêndios terem delapidado parte da sua riqueza.  Mas nem tudo se perdeu, o melhor ainda lá está, as suas gentes, costumes, campos e animais.

Depois dos incêndios que devastaram Arouca em 2016, grande parte das demarcações dos percursos pedestres foram danificadas. Recebemos recentemente informações da Câmara Municipal de Arouca, que as marcações estão quase todas repostas, nomeadamente a do PR 8 – Rota do Ouro Negro, que pode ser feita de Fuste a Rio de Frades ou vice-versa. Foi este que fomos fazer no dia 13 de novembro e sobre a qual vamos falar um pouco.

Já estamos habituados que nas nossas caminhadas e explorações nos aconteçam as mais variadas peripécias. Na nossa viagem a Fuste – Moldes – Arouca, para trilhar o PR8 - Rota do Ouro Negro, aconteceu-nos algo especial.

Diz-se muitas vezes acertadamente que a beleza e magia estão no olhar de quem observa, este verbo foi usado intencionalmente, porque observar é diferente de ver, assim como escutar é diferente de ouvir.

Os 8 km dos Passadiços do Paiva levaram a equipa do Ondas da Serra por paisagens de beleza intocável e deixaram uma certeza: a aventura começa no primeiro degrau e é diferente para todos os exploradores. Localizados na margem esquerda de um dos rios mais cristalinos de Portugal, o rio Paiva, os caminhos de madeira serpenteiam por encostas, águas bravas e praias fluviais.

Arouca possui uma grande riqueza a nível do património natural e arquitetónico, abaixo o nosso leitor poderá ler uma síntese de alguns destes locais e monumentos que poderá visitar. Quando se deslocar a estes locais não deixe de visitar as aldeias que estão próximas e ver quadros reais dum Portugal de outros tempos. Por vezes parece que o tempo voltou para trás e até se vêem ainda a circular motorizadas "SIS Sachs V5" por pessoas com alguma idade. Em muitos locais o passado e o presente encontram-se fornecendo ao fotografo capturas duma realidade muito peculiar.

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