Locais a visitar em Arouca – Património histórico e natural Pôr do sol - Espiunca - Arouca Ondas da Serra
terça, 03 janeiro 2017 09:18

Locais a visitar em Arouca – Património histórico e natural Destaque

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Arouca possui uma grande riqueza a nível do património natural e arquitetónico, abaixo o nosso leitor poderá ler uma síntese de alguns destes locais e monumentos que poderá visitar. Quando se deslocar a estes locais não deixe de visitar as aldeias que estão próximas e ver quadros reais dum Portugal de outros tempos. Por vezes parece que o tempo voltou para trás e até se vêem ainda a circular motorizadas "SIS Sachs V5" por pessoas com alguma idade. Em muitos locais o passado e o presente encontram-se fornecendo ao fotografo capturas duma realidade muito peculiar.

O que fazer em Arouca

  
 

PONTE SUSPENSA DE AROUCA PARA ENFRENTAR O CAMINHO DO ABISMO

Arouca entrou a caminhar por este milénio decidida aproximar as pessoas do seu território, distante passado geológico e magníficas criações da sua natureza. O Criador num dia de inspiração e bons humores, com magnificência criou o Vale do Paiva, deu-lhe apaziguamento, mas deixou-lhe o carácter do maior rio de águas bravas de Portugal. Arouca com a criação dos Passadiços do Paiva em 2005 oferece aos seus hóspedes a capacidade de deslumbramento e contemplação destas obras de arte divinas. Para os mais afoitos em 2021, subiu aos céus sem limites criando a “Maior Ponte Pedonal Suspensa do Mundo”.

 

 

GRALHEIRA D'ÁGUA - AROUCA

GRALHEIRA D'ÁGUA VELHO MAR COM FÓSSEIS E ROMANO MINEROU OURO

Quem gosta de montanhas, geologia e história caótica da terra regressa com frequência ao Arouca Geopark, para descobrirmos a nossa odisseia a bordo de caravelas do tamanho de continentes. Nestas serras cada pedra sussurra o passado se a soubermos interpretar ou ouvirmos os homens que as estudam. Navegamos numa jornada pela caminhada interpretada do "Vale do Paiva", onde ficamos a conhecer melhor a “Pedreira do Valério”, onde nas lousas ganham vidas gigantescos fósseis de trilobites e escalamos a Gralheira d'Água, onde romanos extraíram ouro de antigas minas mouras. No seu miradouro saboreamos as paisagens longínquas de Alvarenga e Cinfães e conhecemos a lenda do rego do boi.

 

 

Serra da Freita

Faz parte do Maciço de Gralheira, juntamente com a Serra da Arada (1057 m.) e do Arestal (830 m.), ultrapassando alguns dos seus cumes os 1000 m. de altitude. Ao longo da sua vasta extensão, para além de muitos outros atractivos, pode deparar-se com a Fecha da Mizarela, a secular capela da Sra. da Lage, o fenómeno único das Pedras Parideiras, a Portela da Anta e algumas das aldeias mais características da região, como a Castanheira, Cabreiros e Cando. A Freita alberga no seu seio, espécies faunísticas e florísticas raras, algumas mesmo em vias de extinção. O coberto vegetal predominantemente constituído pela urze e pela carqueja, e nas zonas de encosta, por pinheiros, carvalhos, medronheiros e azevinho, protege o lobo ibérico, o javali, a águia de asa redonda, o gato-bravo, entre outros. Para além do rio Caima, nascem nela múltiplos ribeiros de águas cristalinas que, vencendo abismos e serpenteando montes, vão engrossar os caudais do Paiva e do Arda.

 

 

Frecha da Mizarela

Queda de água no Rio Caima, com mais de 60 m. de altura. Pode ser observada de um miradouro junto ao lugar da Castanheira, no lado oposto da encosta.

 

 

Pedras Parideiras

Fenómeno de granitização único no país e raríssimo no mundo inteiro. Trata-se de um afloramento granítico que tem incrustados nódulos envolvidos por uma capa de biotite em forma de disco biconvexo os quais, por efeito da erosão, se soltam da pedra-mãe - daí a denominação de "parideiras" - Situa-se em plena Serra da Freita, nas imediações do lugar da Castanheira.

 

 

Aldeias Tradicionais

Aldeias plenas de rusticidade, carregadas de tradição e de história, perdem-se, aqui e além, no meio das paisagens deslumbrantes das serras de Arouca, constituindo um encanto para a vista e um bálsamo para o espírito.

 

 

Mosteiro de Arouca

Segundo a documentação existente, o antigo mosteiro de S. Pedro data do séc. X. No ano de 1210 o Mosteiro de Arouca é legado a D. Mafalda, por seu pai, D. Sancho I, Rei de Portugal. No entanto, o início do seu padroado ocorre apenas em 1217 ou mesmo 1220. Embora nos seus primórdios a regra adoptada no Mosteiro tenha sido a da Ordem de S. Bento, no início do séc. XII viria a ser adoptada a da Ordem de Cister, que se manteria até aos finais do séc. XIX.

Mosteiro

Nos sécs. XV e XVI foram realizadas diversas obras de reconstrução e ampliação do Mosteiro, datando o imponente edifício, tal como vemos hoje, dos sécs. XVII e XVIII.

Claustros

Os espaços mais notáveis de todo o conjunto são a Igreja, o Coro das Freiras, os Claustros, o Refeitório e a Cozinha. Merece referência especial o magnífico Museu de Arte Sacra que nele se alberga - um dos melhores, no seu género, em toda a Península Ibérica -, no qual, para além de múltiplos objectos de culto, paramentos, peças de mobiliário, manuscritos litúrgicos, se podem encontrar peças raríssimas nas artes da escultura, pintura, tapeçaria, ourivesaria, etc. O Mosteiro de Arouca foi classificado como Monumento Nacional pelo decreto de 16-06-1910. Z.E.P., D.G. 2.ª Série, n.º 164 de 15-07-1960. Está sob a responsabilidade do Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico.

 

 

 

Monte da Senhora da Mó

Situa-se, por estrada, a 8 Km. da Vila de Arouca. Eleva-se rapidamente à altitude de 711 m. Do seu cume desfruta-se uma deslumbrante vista panorâmica sobre o vale de Arouca. No seu ponto mais elevado existe uma capela dedicada a Nossa Sra. Da Mó, de contornos muito característicos e que se presume ser do séc. XVI. A festa em honra de Nossa Sra. Da Mó, comemora-se nos dias 7 e 8 de Setembro.

 

 

 

Igreja de Urrô

Tem uma torre sineira de estilo românico que se eleva em frente da porta principal. Classificada Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 38491 de 06-11-1951.

 

 

 

Carreira dos Moinhos

Conjunto de 17 moinhos de rodízio, dispostos em carreira, que se julga constituir caso único no país. Localizado na freguesia de Alvarenga, este conjunto de moinhos, denominado "Carreira dos Moinhos", é abastecido pela água conduzida através do Inedário "Rego do Boi". Belos exemplares da arquitectura tradicional da região, são construídos em xisto e cobertos de ardósia.

 

 

 

Ponte do Rio Paiva

A conhecida ponte de Alvarenga terá começado a ser construída por volta do ano de 1770, ficando concluída em 1791. É composta por 3 arcos: o arco principal com 7 m. de vão, e dois arcos pequenos, ambos do lado direito (do lado de Alvarenga). Tem a altura de 22 m. Até à superfície da água e 4.8 m. de largura. Dista do lugar de Trancoso, em Alvarenga, 4 km.

 

 

Memorial de Santo António

É considerado um dos mais significativos monumentos de género existentes do Norte de Portugal, não se sabendo exactamente qual o seu verdadeiro significado. Datado do séc. XII, é românico e situa-se no lugar de Santo António, na freguesia de Santa Eulália. Classificado Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 38491 de 16-09-1910.

 

 

 

Capela da Misericórdia

Mandada construir por devotos, data de 1612. Situa-se no Centro Histórico da Vila. O seu interior tem um tecto apainelado e pintado com cenas bíblicas da paixão, e a nave é revestida de azulejos do séc. XVII, em tons branco, azul e amarelo-torrado. Classificada Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 42255 de 08-05-1959.

 

 

 

Pelourinho de Cabeçais

Pelourinho do antigo Concelho de Fermêdo. Tem gravado duas datas: 1275 do foral de Fermêdo e 1932, data da sua implantação no local actual (junto à capela de Nossa Sra. de Saúde em Cabeçais). Classificado Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 23122 de 11-10-1933.

 

 

 

Torre dos Mouros

Quadrangular, de estilo gótico, com uma cisterna (hoje aterrada) com seteiros e uma inscrição ainda por decifrar. Datada do séc. XII, é um monumento não classificado. Situa-se no lugar de Lourosa de Campos, da freguesia do Burgo.

 

 

 

Trilobites | Centro de Interpretação Geológica de Canelas

Crustáceos marítimos que dominaram a fauna do planeta durante a era Paleozóica. Encontram-se em Canelas - Arouca algumas das maiores e mais raras e até únicas espécies no mundo. Estes fósseis são da maior importância, mesmo a nível internacional, para estudo da origem e evolução da vida na Terra. Estes animais, que viviam em águas profundas ou em águas superficiais, extinguiram-se rapidamente há cerca de 230 milhões de anos.

 

 

Pelourinho de Alvarenga

Pertenceu ao antigo Concelho de Alvarenga. Datado de 1590, encontra-se em frente ao antigo Domus Municipalis, em Trancoso. Classificado Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 23122 de 11-10-1933.

 

 

 

Calvário

Fica sobre uma penedia, a norte da Vila de Arouca, sobressaindo na sua parte mais elevada 3 cruzes, das quais a central data de 1627; no centro tem um púlpito de pedra, datado de 1643, situando-se as restantes cruzes da via sacra espalhadas pelas diversas ruas da Vila. Classificado Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 37077 de 29-09-1960.

 

 

 

Torre dos Mouros

Quadrangular, de estilo gótico, com uma cisterna (hoje aterrada) com seteiros e uma inscrição ainda por decifrar. Datada do séc. XII, é um monumento não classificado. Situa-se no lugar de Lourosa de Campos, da freguesia do Burgo.

 

 

 Fonte: Câmara Municipal de Arouca

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Autor

Ondas da Serra

Ondas da Serra® é um Orgão de Comunicação Social periódico, distribuído electronicamente, que visa através da inserção de notícias, promover a identidade regional, o turismo, e a divulgação/defesa do património natural, arquitectónico, pessoas, animais e tradições, dos concelhos da região norte do distrito de Aveiro, nomeadamente: Ovar, Santa Maria da Feira, Espinho, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e Arouca e do forma mais geral dos restantes municípios do distrito.

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Ponte suspensa de Arouca para enfrentar o caminho do abismo

Arouca entrou a caminhar por este milénio decidida aproximar as pessoas do seu território, distante passado geológico e magníficas criações da sua natureza. O Criador num dia de inspiração e bons humores, com magnificência criou o Vale do Paiva, deu-lhe apaziguamento, mas deixou-lhe o carácter do maior rio de águas bravas de Portugal. Arouca com a criação dos Passadiços do Paiva em 2005 oferece aos seus hóspedes a capacidade de deslumbramento e contemplação destas obras de arte divinas. Para os mais afoitos em 2021, subiu aos céus sem limites criando a “Maior Ponte Pedonal Suspensa do Mundo”. Todos os que a visitam concordam que voar como Ícaro por entre nuvens, contemplando o abrupto abismo é façanha de meter medo e fora do alcance de comuns mortais. É esta aventura de arrojadas pessoas que lhe vamos contar, oriundas de diversos continentes, línguas e culturas. Estes homens, mulheres e crianças, algumas com medo, outros com ousadia, usaram um dia se enfrentarem e escrever seu nome nos anais das suas epopeias, porque o que é fraco para uns é forte para outros.